Defesa pede ao STF para conversar com Vorcaro de forma reservada
Dono do Master está em presídio de segurança máxima de Brasília, onde não é permitido encontros com os advogados sem gravação
atualizado
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A defesa de Daniel Vorcaro encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para conversar com o dono do Banco Master de forma reservada, sem gravações. Ele está na Penitenciária Federal de Brasília, um dos cinco presídios de segurança máxima do país. Nessas unidades, os encontros com os advogados são monitorados e registrados.
A solicitação será analisada pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte. Desde que foi preso pela segunda vez, na quarta-feira da semana passada, Vorcaro ainda não conversou com seus advogados.
Os representantes alegam que a gravação poderia atrapalhar o andamento da estratégia de defesa.
O dono do Master foi transferido para Brasília após ser preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
Agora, não apenas os crimes financeiros são investigados, mas também a existência de grupo criminoso estruturado para monitorar e ameaçar adversários empresariais, autoridades, ex-funcionários e jornalistas — que funcionaria como uma “milícia privada” a serviço do banqueiro, segundo a PF.
Delação
As primeiras extrações dos telefones de Daniel Vorcaro mostram que ele mantinha relação próxima com autoridades dos Três Poderes. Um dos nomes apontados é o do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O desdobramento trouxe a possibilidade de delação premiada de Vorcaro. O Metrópoles apurou que as chances de acordo serão discutidas somente após a Polícia Federal extrair os dados de todos os telefones celulares apreendidos.
A corporação quer ter a noção completa da dimensão do caso e dos envolvidos. Os investigadores recolheram mais três celulares com o empresário no momento da prisão dele em São Paulo. Os aparelhos estão lacrados e ainda não passaram por perícia. Até o momento, são oito celulares do dono do Master para extração de material.
