Judiciário julgou 13,7 mil processos sobre o crime organizado em 2026
Os dados são do Painel Nacional do Crime Organizado, criado em 2026 para auxiliar na elaboração de estratégias de combate ao crime

O Judiciário brasileiro analisou 13,7 mil processos sobre o crime organizado nos seis primeiros meses de 2026. Entre eles, julgou 1.743 ações penais, 11.536 recursos e 507 outras ações relacionadas a organizações criminosas. Os dados são do Painel Nacional do Crime Organizado, criado pelo Programa Justiça 4.0, fruto de cooperação entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Para a juíza Ana Aguiar, coordenadora do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do CNJ, a consolidação dessas informações reflete o empenho do Poder Judiciário no combate e na desarticulação de organizações criminosas e milícias em todos os estados.
“O Painel Nacional do Crime Organizado é uma ferramenta fundamental para transformar dados em inteligência estratégica, transparência e precisão, oferecendo subsídios valiosos para a formulação de políticas públicas de segurança mais assertivas e integradas em todo o país”, afirma a juíza.
Painel de estatísticas
Lançado em março de 2026, o painel é atualizado mensalmente pela Base Nacional de Dados do Poder Judiciário (DataJud).
Segundo o juiz auxiliar da presidência do CNJ Gláucio Roberto Brittes de Araújo, o painel permite que o Poder Judiciário atue de forma articulada e estratégica ao mapear cenários mais complexos e sensíveis, acervos, gargalos e a duração das persecuções penais, inclusive por unidades judiciárias.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela Alcântara“Esse diagnóstico contribui para o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional e é complementado por reuniões com tribunais, diálogos com acadêmicos e especialistas, e pela formação da Rede Nacional de Juízes com competência em criminalidade organizada”, afirmou.




