
Manoela AlcântaraColunas

Gilmar sobre conversas vazadas de Vorcaro com a ex-noiva: “Deplorável”
O ministro Gilmar Mendes, do STF, ressaltou em julgamento sobre prorrogação da CPMI do INSS que vazamentos são “lamentáveis e criminosos”
atualizado
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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a criticar o vazamento das mensagens íntimas trocadas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a ex-noiva, Martha Graeff. As conversas foram extraídas do celular do banqueiro, após apreensão dos celulares dele pela Polícia Federal.
Em julgamento sobre a prorrogação da CPMI do INSS, Gilmar chamou de crime coletivo os vazamentos. Criticou ainda que houve “festejo geral” com as conversas divulgadas ilegalmente. Chamou ainda o fato de “deplorável, lamentável, criminoso que isso tenha ocorrido”. Veja vídeo:
Nos relatórios vazados da CPMI, além de informações das relações de Vorcaro com políticos e ministros, estão incluídas mensagens que contêm detalhes das relações sexuais entre o banqueiro e sua então noiva. Elas vazaram e foram publicadas.
Anteriormente, Gilmar Mendes havia usado suas redes sociais para criticar o mesmo fato. “A exposição pública de conversas de cunho estritamente privado, desvinculadas de qualquer ilicitude, constitui uma gravíssima violação ao direito à intimidade e uma demonstração de barbárie institucional que transgride todos os limites impostos pelas leis e pela Constituição”.
Veja publicação do ministro na íntegra:
A exposição pública de conversas de cunho estritamente privado, desvinculadas de qualquer ilicitude, constitui uma gravíssima violação ao direito à intimidade e uma demonstração de barbárie institucional que transgride todos os limites impostos pelas leis e pela Constituição.
Na…— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) March 9, 2026
Para o decano do STF, “ao permitir a publicação de diálogos íntimos de um casal, o Estado e seus agentes não apenas falham em seu dever de guarda, mas desrespeitam a legislação, que impõe categoricamente a inutilização de trechos que não interessam à persecução penal”.
