
Manoela AlcântaraColunas

No STF, Mendonça vota por prorrogação da CPMI do INSS por 60 dias. Siga no Youtube
André Mendonça, do STF, votou por referendar decisão que prorrogou CPMI mas por período de 60 dias, não mais de 120 como decisão anterior
atualizado
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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quinta-feira (26/3) decisão do ministro André Mendonça que determinou a prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Mendonça abriu a sessão com a leitura de seu voto e, logo no ínicio, questionou: “O que vai acontecer se não prorrogarmos essa CPI do INSS?”.
E seguiu: “Um caso que envolve roubo de bilhões de reais dos mais vulneráveis da nossa sociedade, órfãos com suas mães; avós que cuidam dos seus filhos e dos seus netos não vão ter a resposta, ao menos do Congresso Nacional”. Por fim, votou para referendar decisão de prorrogação. No entanto, alterou o prazo inicial de 120 dias para até 60. Depois dele, vota Flávio Dino.
Acompanhe:
Inicialmente, o referendo da decisão estava previsto para ocorrer em sessão virtual da Segunda Turma, que começaria somente em 3 de abril. No entanto, houve mudança de entendimento, e o caso será analisado no plenário físico.
Assim, os 10 ministros da Corte votam acerca da decisão que prorroga os trabalhos de investigação das fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.
O mandado de segurança foi apresentado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG) e pelos deputados federais Alfredo Gaspar (União-AL) e Marcel Van Hattem (Novo-RS).
Eles alegaram que a Mesa Diretora do Congresso se omitiu ao não processar o pedido de extensão dos trabalhos por mais 120 dias, protocolado em 19 de dezembro de 2025. Sem a prorrogação, a CPMI deveria encerrar os trabalhos em 28 de março.
