
Manoela AlcântaraColunas

Fachin diz que CNJ não foi informado sobre PCC e CV como terroristas
O presidente do STF e do CNJ, Edson Fachin, ressaltou que se não há qualquer comunicação oficial dos EUA acerca da classificação
atualizado
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou, nesta terça-feira (2/6), que ainda não há qualquer comunicação oficial dos Estados Unidos acerca da classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Fachin conversou com jornalistas após a assinatura de um acordo de cooperação técnica e científica entre o Centro de Estudos Constitucionais e a Universidade de Münster (Alemanha), assinado no STF.
Questionado sobre como avaliava a classificação dos EUA, Fachin afirmou que, por hora, o que se tem é a relação que está no plano internacional com as autoridades da diplomacia brasileira.
“O Poder Judiciário oficialmente está aguardando, claro, que essas comunicações oficiais se realizem para aí sim, se for o caso, o Conselho Nacional de Justiça tomará as devidas providências. Mas nesse momento não há nenhuma comunicação oficial que tenha chegado ao CNJ”, afirmou.
Classificação como terroristas
No dia 28 de maio, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que classificará as facções brasileiras PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras.
A medida faz parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump de endurecer o combate ao crime organizado internacional e ampliar sanções contra grupos ligados ao narcotráfico.
Segundo o Departamento de Estado, as duas facções serão oficialmente incluídas na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês) na próxima sexta-feira, 5 de junho.
Em comunicado, o governo do presidente Donald Trump afirmou que PCC e CV estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e acusou os grupos de comandarem ataques contra policiais, servidores públicos e civis.
Segundo o Departamento de Estado, as redes das facções “se estendem muito além das fronteiras do Brasil” e afetam diretamente a segurança dos Estados Unidos.