Manoela Alcântara

Dino relata que funcionária de empresa aérea quis matá-lo e faz pedido

O ministro Flávio Dino, do STF, recebeu relatos de que um funcionária viu seu cartão de embarque em voo e declarou vontade de matá-lo

atualizado

metropoles.com

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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Flávio Dino STJ
1 de 1 Flávio Dino STJ - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez relato em suas redes sociais de que uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com o nome dele, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de matá-lo. Diante disso, Dino fez um apelo para que empresários promovam projetos de conscientização com seus empregados.

“Uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida se ‘corrigiu’: disse que seria melhor MATAR do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF“, disse.

Dino diz na mensagem que não pretende expor ninguém, mas fazer um alerta, por esse não ser um relato exclusivamente pessoal, e, sim, coletivo. Veja:

“Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros”, disse nas redes sociais.

O ministro do STF ainda ponderou a possibilidade de o mesmo problema ou pensamento acontecer em uma rede de restaurantes, por exemplo: “Um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado?”.

Educação cívica

O ministro, então, ao expor o problema, fez um apelo: “O pedido que faço às empresas em geral, mas especialmente àquelas que lidam com o público, é que façam campanhas internas de EDUCAÇÃO CÍVICA para que todos possam conviver em PAZ, especialmente neste ano eleitoral, em que muitos sentimentos se acirram”.

Dino ainda prosseguiu, ao afirmar que cada um tem a sua opinião, as suas simpatias e o seu voto individual. Mas um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto.

“Pode ter sido um ‘caso isolado’. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser. Então, é melhor prevenir. Essa é a sugestão para as empresas e entidades empresariais: orientem e estimulem com campanhas educativas os seus prestadores de serviço a manter o respeito a todas as pessoas, independentemente de preferências, simpatias, opiniões. Será o melhor para a empresa e para os consumidores. Será o melhor para o Brasil”, concluiu.

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