
Manoela AlcântaraColunas

Condenado por obstruir caso Marielle quer deixar presídio federal
Rivaldo Barbosa foi preso preventivamente em Mossoró, em 2024. Agora, condenado há 18 anos de prisão, pede transferência para o RJ
atualizado
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O ex-diretor da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, condenado a 18 anos de prisão pelos crimes de obstrução de Justiça e corrupção passiva, por envolvimento na morte da ex-vereadora Marielle Franco, pediu para deixar o sistema penitenciário federal. Em documento enviado ao Supremo Tribunall Federal (STF), a defesa de Rivaldo requer a mudança para o sistema prisional comum do estado do Rio de Janeiro.
Os advogados Marcelo Ferreira e Felipe Dalleprane ressaltam que o cliente está preso preventivamente na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), desde 24 de março de 2024, porém, com o julgamento do caso pelo STF, não há mais fundamento a manutenção dele no local. Assim, pedem “transferência para o sistema prisional comum no RJ”.
“Além disso, já transcorrido lapso considerável de permanência no sistema penitenciário federal, revela-se cabível sua transferência para estabelecimento prisional comum no Estado do Rio de Janeiro, inclusive por se tratar de local mais próximo de seu convívio familiar“, alegam os advogados.
Além do ex-chefe da Polícia Civil, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão cada um. O ex-major da Polícia Militar Ronald Paulo de Alves Pereira foi condenado a 56 anos de prisão. Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, recebeu pena de 9 anos de prisão.
Os ministros também determinaram a perda do cargo de Rivaldo na Polícia Civil, instituição que chefiou entre março e dezembro de 2018, período que coincidiu com as investigações do homicídio de Marielle e de seu motorista, Anderson Gomes.
