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Manoela Alcântara

Bolsonaro será ouvido em casa pela PCDF no caso de arma apreendida

Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a oitiva da PCDF na casa onde Bolsonaro cumpre pena devido à impossibilidade de videoconferência

23/06/2026 02:30
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Jair Bolsonaro chega em casa após prisão domiciliar humanitária

A Polícia Civil do Distrito Federal vai colher depoimento de Jair Bolsonaro (PL), nesta terça-feira (23/6), no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada no nome do ex-presidente e encontrada com um agente do GSI durante uma blitz no Distrito Federal.

A oitiva foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a realização de audiência presencial, no endereço onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária. Moraes considerou que há restrição legal para uso de comunicações eletrônica, o que inviabilizaria uma videoconferência.

Assim, o depoimento ocorrerá de forma presencial, às 15h. O caso é conduzido pela 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte).

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária em razão da condenação a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Inquérito

A arma foi apreendida em 15 de junho por policiais militares, no Pistão Norte, em Taguatinga. O armamento estava em posse de um sargento do Exército Brasileiro, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, ligado ao GSI.

Em depoimento, o policial militar responsável pela abordagem relatou que o integrante do GSI afirmou trabalhar para Bolsonaro e, após ser questionado pelos agentes, informou que a pistola pertencia ao ex-presidente.

Segundo o agente, a arma foi entregue a ele no dia 15 para verificação de uma falha mecânica. A intenção, ainda de acordo com o depoimento, era concluir o serviço e devolver o armamento no dia 16.

Diante do caso, a PCDF instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da posse e da circulação da arma e comunicou a abertura da investigação ao ministro Alexandre de Moraes.

Versão da defesa

Em manifestação apresentada ao STF, a defesa de Jair Bolsonaro afirmou ter entregado a arma ao agente após constatar uma falha mecânica no armamento.

Segundo a defesa, a pistola estava sem condições de uso porque integrantes da equipe de segurança haviam retirado o percussor da arma sem o conhecimento do ex-presidente.

Os advogados ressaltaram que Bolsonaro manipulou a arma e viu que não estava funcionando. Por isso, pediu que um dos agentes que atuam em sua segurança pessoal levassem a arma para consertar. Os defensores apresentaram ainda ao Supremo um certificado que autoriza o ex-presidente a ter a pistola.