
Ilca Maria EstevãoColunas

Primark perde espaço para a Shein e vive situação delicada na Europa
Varejista conhecida por dominar o fast fashion na Europa passa por dificuldades após o avanço de plataformas como a Shein
atualizado
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A marca de fast fashion Primark, conhecida pelos preços acessíveis e pela grande variedade de produtos, está passando por problemas relacionados à falta de lucro nos últimos anos. A crise tem como grande motivo a competição com e-commerces, como Shein e Temu. A rede de lojas costumava dominar a Europa, mas diversos fatores sociais e políticos têm ameaçado o império da Primark no Ocidente.
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O futuro incerto da Primark
Fundada em 1969 pelo empresário irlandês Arthur Ryan, a Primark – antes chamada Penneys – tornou-se um fenômeno cultural por vender roupas, cosméticos e itens de casa a preços extremamente baixos. Isso motivou a rede de lojas a se tornar um império varejista na Europa, com lojas espalhadas pelo continente.

Atualmente, a situação não parece tão favorável para a empresa. Nos últimos anos, o aumento dos impostos e a inflação têm pressionado as famílias europeias, principalmente as com menos renda. Elas sempre foram as mais atraídas pela Primark, mas o aumento no preço dos produtos tem desencorajado consumidores, que passaram a optar por lojas como a Shein.
Além disso, a disseminação da Zara e da H&M pelo continente anos antes já havia conseguido abalar o poder da varejista. A diferença entre os valores não tem sido o suficiente para manter os consumidores fiéis à Primark.

A varejista irlandesa também não conseguiu suprir as expectativas de lucro durante a época das festas, levando a uma estagnação no ano de 2025. Proprietária da Primark, a empresa britânica Associated British Foods está considerando retirar a marca de roupas de seu catálogo, devido à falta de rendimentos expressivos.
O conglomerado anunciou, em novembro de 2025, que essa possível separação pode favorecer os negócios da empresa, principalmente no que tange os setores alimentícios. Nenhuma decisão foi oficialmente instituída desde o último anúncio.

H&M, fundada na Suíça, também ocupou espaços no mercado da varejista de fast fashion
O poder da Shein no Ocidente
Desde sua popularização em meio à pandemia, o e-commerce chinês de fast fashion tem se tornado o principal rival das lojas de varejo tradicionais. Assim como a Primark, a Shein apresenta baixos preços e uma grande variedade de produtos. Porém, a marca chinesa tem levado isso ao extremo, ao ponto de lojas, sejam elas fast fashion ou não, não estarem conseguindo acompanhar esse processo.
Além disso, a Primark já tem uma desvantagem em relação aos outros empreendimentos de moda: ela não tem um site de compras. Ou seja, para comprar seus produtos, é necessário ir presencialmente às lojas.
A situação da Shein, assim como a de outros e-commerces, tem desestabilizado o mercado de moda europeu ao ponto de a própria União Europeia abrir uma investigação sobre a empresa, alegando a existência de produtos ilegais e de “design viciante” da plataforma.










