Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Ilca Maria Estevão

Shein é investigada por “design viciante” e produtos ilegais

Nesta terça-feira (17/2), a União Europeia abriu uma investigação formal contra a varejista chinesa

17/02/2026 15:56, atualizado 17/02/2026 17:36
Victor LOCHON/Gamma-Rapho via Getty Images
foto com cor. taxa etiquetas da shein - metrópoles

Nesta terça-feira (17/2), a União Europeia abriu uma investigação formal sobre a Shein, referente à produtos ilegais e ao design potencialmente viciante da plataforma. A medida acalora as tensões entre o bloco e a varejista chinesa, que vem sofrendo represálias após ser acusada de concorrência desleal com o comércio local, além de vender bonecas sexuais com aparência infantil, entre outras polêmicas.

Vem saber mais!

frança ameaça banir shein - metrópoles
Shein virou um fenômeno na moda

Entenda a investigação

A União Europeia segue adotando medidas para apertar o cerco contra a Shein, com o objetivo de fechar brechas fiscais e reforçar regras de segurança e proteção ao consumidor.

O desdobramento mais recente é a abertura de uma investigação formal contra a varejista chinesa, sob suspeita de vender produtos que não cumprem as regras de mercado do bloco, além de averiguar possíveis estratégias digitais que “pressionam” o consumidor a comprar.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
protesto contra a shein na frança - metrópoles
Críticas ao fast fashion

A ação investigará diversas práticas, como contadores regressivos, avisos de poucas unidades, notificações constantes e mecânicas e interações de recompensa parecidas com jogos presentes na plataforma on-line chinesa. O movimento ocorre dentro das novas regras digitais da União Europeia, como a Lei de Serviços Digitais.

Interface da varejista on-line Shein na tela de dois smartphones - Metrópoles
Varejista chinesa é acusada de design viciante
Shein é investigada por “design viciante” e produtos ilegais - destaque galeria
6 imagens
Mulher se revolta contra a Shein na França
Etiquetas arrancadas
População francesa também se revolta com as ações da fast fashion Shein
Plataforma é investigada por mecânicas que "pressionam" o consumidor
A varejista apresenta um sistema de recompensas
Interface da Shein
1 de 6

Interface da Shein

Illustration by Ben Montgomery/Getty Images
Mulher se revolta contra a Shein na França
2 de 6

Mulher se revolta contra a Shein na França

Alain Pitton/NurPhoto via Getty Images
Etiquetas arrancadas
3 de 6

Etiquetas arrancadas

Alain Pitton/NurPhoto via Getty Images
População francesa também se revolta com as ações da fast fashion Shein
4 de 6

População francesa também se revolta com as ações da fast fashion Shein

Plataforma é investigada por mecânicas que "pressionam" o consumidor
5 de 6

Plataforma é investigada por mecânicas que "pressionam" o consumidor

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
A varejista apresenta um sistema de recompensas
6 de 6

A varejista apresenta um sistema de recompensas

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O que antecede a medida

Em junho de 2025, o senado francês aprovou um projeto de lei que, se implementado, trará dificuldades para a Shein no país. A proposta evidencia a distinção entre o fast fashion clássico — que protege varejistas como Zara e H&M — e o ultra fast fashion, fazendo referência a empresas como Shein e Temu. A lei, caso passe a valer, deve proibir as plataformas chinesas de fazerem publicidade no território francês.

O logotipo da Temu em uma tela e o logotipo da Shein exibidos na tela de um telefone são vistos nesta ilustração - metrópoles
Temu e Shein são varejistas de ultra fast fashion

Em entrevista ao veículo TV TF1 em fevereiro, o ministro francês das Pequenas e Médias Empresas, Serge Papin, declarou que o ano de 2026 terá como prioridade a resistência a plataformas internacionais de fast fashion, como a Shein e a Temu. Em entrevista, Papin afirmou que há uma concorrência desleal entre as marcas chinesas e os negócios locais de moda.

Tela de celular com o aplicativo da varejista Shein aberto, mostrando roupas - Metrópoles
Ministro afirma desigualdade entre a plataforma e o comércio local

Papin explicou que, enquanto uma loja física é responsável pelos produtos que oferece aos consumidores, plataformas como a Shein não assumem a responsabilidade pelos itens vendidos em seu marketplace. Para ele, essa diferença cria uma situação que prejudica o comércio local e expõe os consumidores a riscos.

Pacote de entregas da varejista on-line Shein - Metrópoles
Ministro afirma que plataformas como a Shein não assumem a responsabilidade pelos itens vendidos em seu marketplace

Polêmica com bonecas sexuais

Já em novembro de 2025, o escritório antifraude da França acusou a Shein de vender bonecas sexuais de aparência infantil. Em uma declaração, a instituição afirmou que a descrição e a categorização dos itens no site tornavam difícil duvidar da natureza pedopornográfica do conteúdo.

Na imagem com cor, fachada da loja pop-up da Shein - Metrópoles
Fachada da loja pop-up da Shein

O ministro das Finanças francês, Roland Lescure, emitiu uma declaração na qual afirma que, se as vendas continuassem, a França teria o direito de proibir o acesso à plataforma dentro do país. Lescure classificou os objetos vendidos como “horríveis e ilegais”.

Shein é investigada por “design viciante” e produtos ilegais - destaque galeria
6 imagens
França prometeu combater a plataforma
Imagem criada com inteligência artificial colocou Luigi Mangione, que está preso, como modelo no site da Shein
Shein enfrenta protestos
Shein domina o mercado on-line do fast-fashion
Ministro afirma desigualdade entre a plataforma e o comércio local
Governo francês declarou "guerra" às plataformas
1 de 6

Governo francês declarou "guerra" às plataformas

Klaudia Radecka/NurPhoto via Getty Images
França prometeu combater a plataforma
2 de 6

França prometeu combater a plataforma

Foto: AFP - DIMITAR DILKOFF/REPRODUÇÃO
Imagem criada com inteligência artificial colocou Luigi Mangione, que está preso, como modelo no site da Shein
3 de 6

Imagem criada com inteligência artificial colocou Luigi Mangione, que está preso, como modelo no site da Shein

Shein/Reprodução
Shein enfrenta protestos
4 de 6

Shein enfrenta protestos

Alain Pitton/NurPhoto via Getty Images
Shein domina o mercado on-line do fast-fashion
5 de 6

Shein domina o mercado on-line do fast-fashion

Timon Schneider/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Ministro afirma desigualdade entre a plataforma e o comércio local
6 de 6

Ministro afirma desigualdade entre a plataforma e o comércio local

James Manning/PA Images via Getty Images