Shein é investigada por “design viciante” e produtos ilegais

Nesta terça-feira (17/2), a União Europeia abriu uma investigação formal contra a varejista chinesa

atualizado

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foto com cor. etiquetas da shein - metrópoles
1 de 1 foto com cor. etiquetas da shein - metrópoles - Foto: Victor LOCHON/Gamma-Rapho via Getty Images

Nesta terça-feira (17/2), a União Europeia abriu uma investigação formal sobre a Shein, referente à produtos ilegais e ao design potencialmente viciante da plataforma. A medida acalora as tensões entre o bloco e a varejista chinesa, que vem sofrendo represálias após ser acusada de concorrência desleal com o comércio local, além de vender bonecas sexuais com aparência infantil, entre outras polêmicas.

Vem saber mais!

frança ameaça banir shein - metrópoles
Shein virou um fenômeno na moda

 

Entenda a investigação

A União Europeia segue adotando medidas para apertar o cerco contra a Shein, com o objetivo de fechar brechas fiscais e reforçar regras de segurança e proteção ao consumidor.

O desdobramento mais recente é a abertura de uma investigação formal contra a varejista chinesa, sob suspeita de vender produtos que não cumprem as regras de mercado do bloco, além de averiguar possíveis estratégias digitais que “pressionam” o consumidor a comprar.

protesto contra a shein na frança - metrópoles
Críticas ao fast fashion

 

A ação investigará diversas práticas, como contadores regressivos, avisos de poucas unidades, notificações constantes e mecânicas e interações de recompensa parecidas com jogos presentes na plataforma on-line chinesa. O movimento ocorre dentro das novas regras digitais da União Europeia, como a Lei de Serviços Digitais.

Interface da varejista on-line Shein na tela de dois smartphones - Metrópoles
Varejista chinesa é acusada de design viciante

 

Shein é investigada por “design viciante” e produtos ilegais - destaque galeria
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Mulher se revolta contra a Shein na França
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População francesa também se revolta com as ações da fast fashion Shein
Plataforma é investigada por mecânicas que "pressionam" o consumidor
A varejista apresenta um sistema de recompensas
Interface da Shein
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Interface da Shein

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Mulher se revolta contra a Shein na França
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Mulher se revolta contra a Shein na França

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Etiquetas arrancadas

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População francesa também se revolta com as ações da fast fashion Shein
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População francesa também se revolta com as ações da fast fashion Shein

Plataforma é investigada por mecânicas que "pressionam" o consumidor
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Plataforma é investigada por mecânicas que "pressionam" o consumidor

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
A varejista apresenta um sistema de recompensas
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A varejista apresenta um sistema de recompensas

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O que antecede a medida

Em junho de 2025, o senado francês aprovou um projeto de lei que, se implementado, trará dificuldades para a Shein no país. A proposta evidencia a distinção entre o fast fashion clássico — que protege varejistas como Zara e H&M — e o ultra fast fashion, fazendo referência a empresas como Shein e Temu. A lei, caso passe a valer, deve proibir as plataformas chinesas de fazerem publicidade no território francês.

O logotipo da Temu em uma tela e o logotipo da Shein exibidos na tela de um telefone são vistos nesta ilustração - metrópoles
Temu e Shein são varejistas de ultra fast fashion

 

Em entrevista ao veículo TV TF1 em fevereiro, o ministro francês das Pequenas e Médias Empresas, Serge Papin, declarou que o ano de 2026 terá como prioridade a resistência a plataformas internacionais de fast fashion, como a Shein e a Temu. Em entrevista, Papin afirmou que há uma concorrência desleal entre as marcas chinesas e os negócios locais de moda.

Tela de celular com o aplicativo da varejista Shein aberto, mostrando roupas - Metrópoles
Ministro afirma desigualdade entre a plataforma e o comércio local

 

Papin explicou que, enquanto uma loja física é responsável pelos produtos que oferece aos consumidores, plataformas como a Shein não assumem a responsabilidade pelos itens vendidos em seu marketplace. Para ele, essa diferença cria uma situação que prejudica o comércio local e expõe os consumidores a riscos.

Pacote de entregas da varejista on-line Shein - Metrópoles
Ministro afirma que plataformas como a Shein não assumem a responsabilidade pelos itens vendidos em seu marketplace

 

Polêmica com bonecas sexuais

Já em novembro de 2025, o escritório antifraude da França acusou a Shein de vender bonecas sexuais de aparência infantil. Em uma declaração, a instituição afirmou que a descrição e a categorização dos itens no site tornavam difícil duvidar da natureza pedopornográfica do conteúdo.

Na imagem com cor, fachada da loja pop-up da Shein - Metrópoles
Fachada da loja pop-up da Shein

 

O ministro das Finanças francês, Roland Lescure, emitiu uma declaração na qual afirma que, se as vendas continuassem, a França teria o direito de proibir o acesso à plataforma dentro do país. Lescure classificou os objetos vendidos como “horríveis e ilegais”.

Shein é investigada por “design viciante” e produtos ilegais - destaque galeria
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França prometeu combater a plataforma
Imagem criada com inteligência artificial colocou Luigi Mangione, que está preso, como modelo no site da Shein
Shein enfrenta protestos
Shein domina o mercado on-line do fast-fashion
Ministro afirma desigualdade entre a plataforma e o comércio local
Governo francês declarou "guerra" às plataformas
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Governo francês declarou "guerra" às plataformas

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França prometeu combater a plataforma
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França prometeu combater a plataforma

Foto: AFP - DIMITAR DILKOFF/REPRODUÇÃO
Imagem criada com inteligência artificial colocou Luigi Mangione, que está preso, como modelo no site da Shein
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Imagem criada com inteligência artificial colocou Luigi Mangione, que está preso, como modelo no site da Shein

Shein/Reprodução
Shein enfrenta protestos
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Shein enfrenta protestos

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Shein domina o mercado on-line do fast-fashion
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Shein domina o mercado on-line do fast-fashion

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Ministro afirma desigualdade entre a plataforma e o comércio local
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Ministro afirma desigualdade entre a plataforma e o comércio local

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