Combate à Shein se torna prioridade da França em 2026
A França intensifica a resistência contra plataformas de fast fashion como Shein e Temu, alegando concorrência desleal e impacto ambiental

O ministro francês das Pequenas e Médias Empresas, Serge Papin, declarou que o ano de 2026 terá como prioridade a resistência a plataformas internacionais de fast fashion, como a Shein e a Temu. Em entrevista, Papin afirmou que há uma concorrência desleal entre as marcas chinesas e os negócios locais de moda.
Vem saber mais!

Forte resistência contra a Shein
Em 2025, o senado francês havia aprovado um projeto de lei que, se implementada, trará dificuldades para a Shein no país. A proposta evidencia a distinção entre o fast fashion clássico — que protege varejistas como Zara e H&M — e o ultra fast fashion, fazendo referência a empresas como Shein e Temu. A lei, caso passe a valer, deve proibir as plataformas chinesas de fazerem publicidade no território francês.

Já em novembro, o escritório antifraude da França acusou a Shein de vender bonecas sexuais de aparência infantil. Em uma declaração, a instituição afirmou que a descrição e a categorização dos itens no site tornavam difícil duvidar da natureza pedopornográfica do conteúdo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO ministro das Finanças francês, Roland Lescure, emitiu uma declaração na qual afirma que, se as vendas continuassem, a França teria o direito de proibir o acesso à plataforma dentro do país. Lescure classificou os objetos vendidos como “horríveis e ilegais”.
Veja imagens de protesto contra a Shein na França:
No mês seguinte, o Tribunal Judicial de Paris rejeitou o pedido de suspensão integral do site da Shein na França por considerá-lo “desproporcional”, embora tenha reconhecido a existência de “grave prejuízo à ordem pública”.

O combate se intensifica
Agora, o ministro francês das Pequenas e Médias Empresas, Serge Papin, revelou que a luta não acabou. Em entrevista ao veículo TV TF1, ele defendeu que o combate às grandes plataformas de comércio eletrônico como Shein não se limita apenas à questão da concorrência comercial, mas também envolve responsabilidade legal, proteção do consumidor e ordem pública.
Papin explicou que, enquanto uma loja física é responsável pelos produtos que oferece aos consumidores, plataformas como a Shein não assumem a responsabilidade pelos itens vendidos em seu marketplace. Para ele, essa diferença cria uma situação que prejudica o comércio local e expõe os consumidores a riscos.
Ministro afirma desigualdade entre a plataforma e o comércio local
O ministro também citou o impacto ambiental e logístico do modelo de ultra fast fashion, mencionando o grande número de aviões que diariamente entregam pacotes vindos de fora da Europa, algo que, segundo ele, contradiz compromissos climáticos assinados pela França, como o Acordo de Paris.


















