
Ilca Maria EstevãoColunas

Nike em crise: empresa prepara demissão de mais de 1.400 funcionários
Cortes de vagas fazem parte de plano de reestruturação da marca, que sofre com a queda de popularidade e vendas
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Uma onda de demissões atinge a Nike, uma das maiores empresas de vestimenta e materiais esportivos do mundo. A gigante norte-americana anunciou que 1.400 funcionários serão demitidos nos próximos meses, após mais de 700 saírem da companhia em janeiro deste ano. A medida faz parte de um plano de reestruturação liderado pelo CEO Elliott Hill, que busca recuperar o desempenho da marca após quedas consecutivas de vendas.
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Plano de reestruturação
Nos últimos anos, a Nike vem enfrentando problemas no mercado, como a queda da popularidade e de vendas, reclamações quanto ao preço e a qualidade dos produtos, além do crescimento de outras marcas concorrentes, como a On Running e a Hoka.
Isso levou, entre outras questões, à criação de um plano de reestruturação, batizado de Win Now (“vencer agora”, em tradução livre), comandado pelo CEO da marca, Elliott Hill.
O plano é fundamentado em uma série de “medidas deliberadas para fortalecer a base (da empresa), aprimorar a forma como competimos e construir um modelo projetado para entregar crescimento lucrativo de longo prazo”, explica a companhia.

Demissões em massa
Entre as determinações está a demissão de centenas de funcionários. Em janeiro, 775 vagas foram cortadas como parte de uma estratégia para acelerar a automação. Já nos próximos meses, como parte da fase final do plano, o setor de tecnologia deve sofrer baixa.
É esperado que mais de 1,4 mil colaboradores sejam demitidos, de acordo com o vice-presidente e diretor de operações da Nike, Venkatesh Alagirisamy. Esse número representa pouco menos de 2% da força de trabalho global da Nike, e engloba funcionários na América do Norte, na Ásia e na Europa.
Ainda mais, o plano inclui modernização da famosa linha de calçados Air, realocação de parte da produção da Converse e integração das cadeias de suprimentos.

Nike dá mais uma bola fora
A Nike se envolveu em mais uma polêmica ao tentar se retratar pelo cartaz na fachada de sua loja antecedendo a Maratona de Boston. A frase “Corredores, bem-vindos. Caminhantes, tolerados” não foi bem recebida pelo público, que considerou ela ofensiva e segregadora.

Com a repercussão negativa, a Nike tentou reverter a situação com a divulgação de um comunicado no qual se retrata pela fala, mas se exime de culpa ao tentar justificar o posicionamento.
Em nota à imprensa, a marca diz que querem que “mais pessoas se sintam bem-vindas na corrida, independentemente do ritmo, da experiência ou da distância”. Junto com a remoção do cartaz, ela também afirmou que o intuito da ação era incentivar os participantes da Maratona de Boston, mas que esse caso não cumpriu com o objetivo.

