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França multa Shein e mantém resistência ao fast fashion
Seguindo com a resistência às varejistas chinesas do fast fashion, governo francês aplica duas novas multas à Shein
atualizado
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As tensões entre a gigante do fast fashion Shein e a França aumentaram na última quarta-feira (3/6), após um órgão do governo francês aplicar duas novas multas à plataforma. Somando mais de 22 milhões de euros, as penalidades abrangem falhas no rastreamento de produtos, prazos de entregas e informações ambientais, além de outras questões.
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Entenda as novas multas
Anunciadas na última quarta-feira (3/6), as sanções foram aplicadas à Shein pela Direção-Geral de Concorrência, Consumo e Repressão a Fraudes (DGCCRF, na sigla em francês).
A primeira das penalidades pune a falta de informações nos e-mails de confirmação de pedido. Apesar de disponibilizar dados como preço da compra, nome do vendedor e prazo de entrega no acesso do cliente, as mensagens eletrônicas não incluem essas informações. A infração resultou em uma multa de 16,7 milhões de euros.

Já a segunda multa, equivalente a 5,7 milhões de euros, sanciona o descumprimento do direito de arrependimento e à falta de informações ambientais. A prática garante a todo consumidor do e-commerce 14 dias de prazo para desistir de uma compra.
Resistência contra a Shein
Contudo, essas não são as primeiras sanções aplicadas à varejista chinesa. Ao todo, as multas já somam mais de 210 milhões de euros. As penalidades são resultado de um combate ostensivo francês, em prática desde 2025.

Em fevereiro de 2026, o ministro francês das Pequenas e Médias Empresas, Serge Papin, declarou que o ano terá como prioridade a resistência a plataformas internacionais de fast fashion, como a Shein e a Temu. Em entrevista, Papin afirmou que há uma concorrência desleal entre as marcas chinesas e os negócios locais de moda.








