Conheça a Ganni, marca queridinha entre fashionistas da geração Z
A etiqueta dinamarquesa redefiniu a moda sustentável escandinava e ajudou a colocar Copenhague no radar

Não há como negar que os virais que se espalham pelo TikTok acabam, muitas vezes, virando temas de grande repercussão. Alguns exemplos são as tendências barbiecore, a moda dopamina e o polêmico estilo old money, que ganharam alcance nas telinhas da plataforma. Além de pautar comportamentos, a rede social preferida das novas gerações também é responsável por apresentar marcas que têm o DNA jovem. É o caso da Ganni, etiqueta fundada em Copenhague, na Dinamarca, que conquistou fashionistas mundo afora.
Vem conferir!

Nova rota fashion
Antes mesmo de serem conhecidos pela estética despojada, a Ganni foi, por muitos anos, uma grife de vestuário focada em peças da cashmere. Os responsáveis pela mudança de direcionamento foi o casal Nicolaj e Ditte Reffstrup, que assumiu o comando da empresa em 2009 — Nicolaj como CEO, e Ditte como diretora criativa.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAo longo dos anos, a marca se tornou sinônimo da moda escandinava. O segredo do sucesso? Adotar um discurso que não está ligado a uma única maneira de se vestir, mas, sim, a uma mentalidade que instiga a criatividade, a autoexpressão e a diversão atrelada ao estilo pessoal. Para isso, a primeira coleção do rebranding deu o tom descontraído, ao apostar em tonalidades vibrantes, estampas e detalhes ousados.
“É importante para nós que todos se sintam bem com as nossas roupas e que todos possam expressar a personalidade individual. É sobre quem você é, não sobre o que todos dizem que você é. Queremos que os nossos clientes experimentem através de roupas e criem um equilíbrio sem esforço em contrastes”, pontuou Ditte em entrevista à Vogue Escandinávia.
Desde que arremataram a label, os empresários focaram em três pontos principais: práticas sustentáveis, renovação da identidade e a construção do relacionamento com o público, em especial nas redes sociais. Para alcançar os feitos, a Ganni passou a englobar a Carta Ética da Moda Dinamarquesa e também se tornou membro da Aliança de Vestuário Sustentável. Não somente, a grife também faz parte do Conselho Institucional de Moda e compõe o calendário da Semana de Moda de Copenhague.





#GanniGirls
A conexão da marca com a geração Z é inegável. Só na hashtag #Ganni Girls, no Instagram, são quase 100 mil publicações marcadas, que englobam tanto posts de embaixadoras quanto de consumidoras que foram conquistadas no decorrer do tempo. Apesar das localidades distintas, é notório que o perfil das clientes coincide em uma característica: visual descolado.
Por falar nisso, uma das celebridades que uniu forças com a grife recentemente foi a norte-americana Emma Chamberlain. A influenciadora, que apresentou o Met Gala 2022, foi convidada a estrelar a nova campanha de colaboração da Ganni com a Levi’s, revelada ao público na Semana da Moda de Copenhague de primavera/verão 2023, que aconteceu entre os dias 9 e 12 de agosto.
Na contramão do calendário fashion tradicional, a programação sediada na capital da Dinamarca chama atenção pela inovação, pela ousadia e pela defesa da liberdade no vestir. Elementos esses que são pilares visíveis na Ganni.
Na collab, as etiquetas voltaram o foco para uma questão prejudicial da cadeia produtiva: a periculosidade dos corantes à natureza. “[Sabemos] o quanto o processo de tingimento convencional é ruim para o meio ambiente”, explicou Ditte Reffstrup em entrevista à Vogue Escandinávia. “Então, estávamos empolgados para descobrir mais [opções naturais].”





O empenho resultou em oito peças que combinam peças-chave de ambas as marcas. Entre os destaques, a camisa de gola peter pan e o icônico jeans 501, que foram tratados com corantes à base de plantas e minerais para criar as cores bordô, rosa pastel e amarelo.




