Combate à crueldade animal na moda avança em 2026; saiba o que muda

A moda vive avanços contra a crueldade animal, graças a compromissos de marcas e ao banimento de peles em grandes eventos

atualizado

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1 de 1 kylie-jenner-schiaparelli-leao-look - metrópoles - Foto: Edward Berthelot/Getty Images

A busca pelo fim da crueldade animal na moda ganhou força no último ano, com leis e acordos que diminuíram práticas de exploração em todo o mundo. Esse combate deve se intensificar em 2026, graças a metas internas e pressões externas sobre a indústria. Entre as principais mudanças estão semanas de moda sem pele animal e a proibição de atividades controversas, que desde já passam a valer. Contudo, apesar de algumas marcas demonstrarem o avanço, outras ainda fecham os olhos para o novo momento no mercado.

Vem saber mais!

extração de lã moda crueldade animal - metrópoles
Algumas práticas de extração de lã são condenadas na indústria

 

Avanços em 2025

O ano de 2025 funcionou como um ponto de virada no avanço pelo fim da crueldade animal na moda. Em março, a mobilização contra o mulesing — uma prática controversa de corte de lã de cordeiros vivos — ganhou visibilidade internacional.

Em maio, uma sequência de anúncios marcou o setor: a Shein baniu a venda de itens com peles e couros exóticos; a Australian Fashion Week proibiu materiais derivados de vida selvagem; e a Asics se comprometeu a abandonar o uso de pele de canguru em seus calçados.

louis vuitton pele crueldade animal - metrópoles
Louis Vuitton está entre as marcas que ainda usam pele animal na passarela

 

Nos meses seguintes, outras determinações geraram otimismo entre protetores dos animais, como quando a Suécia proibiu a importação de peles produzidas com crueldade. Ao mesmo tempo, a Condé Nast — responsável pela revista Vogue — anunciou que deixaria de publicar imagens de roupas feitas de pele e a Polônia baniu a criação de animais com este fim específico.

Em 2025, protestos ao redor do mundo lutaram pelo fim da crueldade animal na indústria. Confira alguns dos casos:

Combate à crueldade animal na moda avança em 2026; saiba o que muda - destaque galeria
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Grupo simulou "banho de sangue" em protesto contra o uso de pele animal
Manifestante vestida de cobra na Malásia
Ações costumam ser "teatrais"
Outro ato em Londres
Protesto contra uso de pele animal
Protesto em Londres
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Protesto em Londres

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Grupo simulou "banho de sangue" em protesto contra o uso de pele animal
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Grupo simulou "banho de sangue" em protesto contra o uso de pele animal

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Manifestante vestida de cobra na Malásia
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Manifestante vestida de cobra na Malásia

Firdaus Latif/LightRocket via Getty Images
Ações costumam ser "teatrais"
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Ações costumam ser "teatrais"

Vuk Valcic/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Outro ato em Londres
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Outro ato em Londres

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Protesto contra uso de pele animal
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Protesto contra uso de pele animal

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Manifestante na Índia
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Manifestante na Índia

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Marcas agem contra a crueldade animal

Ainda em 2025, diferentes etiquetas e grifes determinaram limites e proibições sobre o uso de materiais de origem animal em suas produções. Um exemplo foi o designer Rick Owens, que anunciou o fim definitivo das peles em suas coleções futuras.

Dentro desse cenário, algumas marcas despontam como líderes da transformação. Stella McCartney segue investindo em alternativas, como penas veganas para a coleção SS26. A Ganni avançou com o uso de couro à base de azeitona, enquanto a H&M anunciou ter atingido sua meta de utilizar apenas lã totalmente certificada e livre de práticas cruéis. Outras grifes, como Celine, Patou, Save the Duck e MioMojo, também aparecem como referências em relatórios do setor.

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Rick Owens deu um fim ao uso de peles

 

Nem tudo é avanço

Por outro lado, a movimentação não é aderida por toda a indústria. O relatório recém-lançado Behind the Wool apontou a Michael Kors como a marca de pior desempenho em relação ao tratamento de animais.

A gigante da moda LVMH, que agrega marcas como Louis Vuitton, Dior, Fendi, Tiffany & Co e Bulgari, segue sendo alvo de críticas por manter o uso de peles e adotar estratégias corporativas contrárias a proibições mais amplas.

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Louis Vuitton segue sendo criticada pelo negligência à crueldade com animais

 

NYFW sem peles em 2026

O ano de 2026 começa sendo decisivo para a consolidação das mudanças anunciadas. Na Europa, a expectativa é de que a Comissão Europeia apresente, em março, uma proposta que pode redefinir o futuro da criação de animais destinados à produção de peles.

Uma das grandes mudanças anunciadas nos últimos meses e que será aplicada a partir deste ano é o fim das peles no New York Fashion Week. Em dezembro, o Conselho de Designers de Moda da América (CFDA) anunciou que deixará de promover o uso de peles de origem animal em qualquer evento da semana de moda.

calvin klein collection diretora criativa desfile Veronica Leoni - metrópoles
Semana de Moda de Nova York baniu o uso de pele animal

 

A mudança passa a valer em setembro de 2026 e é resultado de anos de diálogo com a Humane World for Animals e a Collective Fashion Justice. Até lá, o CFDA prometeu apoiar os designers durante a transição, incluindo com a oferta de recursos para materiais alternativos.

No setor, a expectativa é de que as semanas de moda de Milão e Paris, dois dos principais polos da moda global, sigam o mesmo caminho no futuro, mas ainda não há indicação de que isso aconteça neste ano.

protesto vegano em nova york contra a crueldade animal na moda - metrópoles
Protesto vegano em NY

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