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Igor Gadelha

Vorcaro tinha citado Jaques Wagner em delação, além de Rui Costa

Delação de Daniel Vorcaro rejeitada pela PF e pela PGR mencionava pagamentos a Jaques Wager e a Rui Costa, ambos do PT da Bahia

18/06/2026 11:55, atualizado 18/06/2026 12:05
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Reprodução/ redes sociais
Daniel Vorcaro

O banqueiro Daniel Vorcaro havia citado o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), em sua segunda proposta de delação premiada, recusada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nos últimos dias.

Segundo interlocutores de Vorcaro, o banqueiro tinha detalhado parte do esquema revelado nesta quinta-feira (18/6) na decisão do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, que baseou a operação de busca e apreensão contra Wagner.

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Jaques Wagner e Augusto Lima, alvos da operação da PF
Senador Jaques Wagner foi alvo de operação da PF
Ministro da Casa Civil, Rui Costa
Augusto Ferreira Lima
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

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Jaques Wagner e Augusto Lima, alvos da operação da PF
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Jaques Wagner e Augusto Lima, alvos da operação da PF

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Senador Jaques Wagner foi alvo de operação da PF
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Senador Jaques Wagner foi alvo de operação da PF

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ministro da Casa Civil, Rui Costa
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Ministro da Casa Civil, Rui Costa

Henrique Raynal | CC
Augusto Ferreira Lima
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Augusto Ferreira Lima

Paulo Mocofaya/Agência ALBA

Além de Wagner, Vorcaro também citou na delação outra liderança do PT baiano; Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil de Lula. Como a coluna revelou em 10 de junho, as citações a Costa se referem ao período em que ele foi governador da Bahia.

O banqueiro relatou pagamentos ao ex-ministro como contrapartida à operação do Credcesta, cartão de benefício consignado voltado para servidores públicos. O Master passou a operar o cartão entre 2018 e 2022, justamente quando Rui era governador.

Na delação premiada, segundo interlocutores de Vorcaro, o banqueiro afirma que o esquema com os petistas da Bahia era comandado por seu sócio Augusto Lima, que também foi alvo de operação de busca e apreensão pela PF na manhã da quinta-feira.

O ex-ministro da Casa Civil já negou publicamente ter relações próximas com Vorcaro. Em entrevistas no início de 2026, Costa disse que esteve com o banqueiro apenas uma única vez em agenda institucional e defendeu as investigações sobre o Caso Master.

Além de Jaques e Rui, Vorcaro mencionou ainda outros petistas baianos considerados como segundo escalão, de acordo com pessoas que tiveram acesso à delação do banqueiro. Até o momento, o líder do governo Lula não se pronunciou sobre a operação.

Na decisão em que autorizou as buscas contra Wagner, André Mendonça cita que a Polícia Federal baseou sua investigação em diversas mensagens encontradas no celular de Augusto Lima e de outros personagens, e não na delação premiada de Vorcaro.

As mensagens, segundo a PF, indicam uma possível atuação de Jaques no Congresso em favor do Master. Em troca, ele teria recebido benefícios como um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e outras regalias que somariam ao menos R$ 3 milhões.

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