Igor Gadelha

Nova delação de Vorcaro cita Rueda e PT da Bahia

Nova proposta de delação de Daniel Vorcaro aponta pagamentos para o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e para membros do PT da Bahia

atualizado

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Daniel Vorcaro
1 de 1 Daniel Vorcaro - Foto: Reprodução

A nova proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro cita pagamentos ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do PT da Bahia.

Em relação a Rueda, segundo fontes que tiveram acesso ao material, os repasses milionários teriam sido feitos pelo Banco Master por meio do escritório de advocacia ligado ao cacique partidário.

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Antônio Rueda, presidente do União Brasil
Vorcaro negocia delação premiada com a PF e com a PGR
O banqueiro Daniel Vorcaro
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Arte sobre foto de divulgação
Antônio Rueda, presidente do União Brasil
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Antônio Rueda, presidente do União Brasil

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Vorcaro negocia delação premiada com a PF e com a PGR
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Vorcaro negocia delação premiada com a PF e com a PGR

Reprodução/ YouTube

Rueda é considerado um dos responsáveis pela indicação da antiga diretoria do Rioprevidência, fundo dos servidores do estado que fez aportes bilionários em papéis e fundos ligados ao Banco Master.

Publicamente, Rueda nega qualquer irregularidade. O cacique diz não ter relação pessoal com Vorcaro, mas admite ter prestado serviços advocatícios para o Banco Master por meio de seu escritório.

Já em relação ao PT baiano, a proposta de delação de Vorcaro menciona pagamentos que teriam sido realizados como contrapartida à operação do programa Credcesta pelo Banco Master no estado.

O Credcesta é um cartão de benefício consignado voltado para servidores públicos ativos e aposentados e cujos pagamentos das faturas são descontados diretamente em folha.

O Banco Master passou a operar o Credcesta na Bahia entre os anos 2018 e 2022. Na época, o estado era governado por Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil no terceiro mandato de Lula.

Rui já negou publicamente ter relações próximas com Vorcaro. Ele disse que esteve com o banqueiro apenas uma única vez em agenda institucional e defendeu as investigações sobre o Caso Master.

A nova versão da delação premiada de Vorcaro foi entregue pela defesa na semana passada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), que agora analisam o material.

Ciro Nogueira e Cláudio Castro

Como a coluna revelou, a delação de Vorcaro também cita supostos pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).

Na nova proposta, o banqueiro aderiu às versões da PF e passou a tratar as benesses pagas por ele a Ciro e a Castro como propina, e não mais apenas como amizade, como sustentava até então.

A interlocutores, Castro tem negado qualquer recebimento de propina e desafiado Vorcaro a provar o que diz na delação. Ciro também nega irregularidades. O espaço segue aberto para manifestações.

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