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Igor Gadelha

Lula volta do G7 otimista com Zelensky e ainda mais irritado com Trump

Lula retorna do G7 ao Brasil com uma relação melhor com o ucraniano Volodymyr Zelensky, mas vendo a temperatura subir com Donald Trump

, 18/06/2026 02:00
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Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula com duas bandeiras do Brasil atrás

Genebra (Suíça) — Após três dias na cúpula do G7, na França, o presidente Lula retorna ao Brasil nesta quinta-feira (18/6) com um “empate” no placar. Embora tenha se acertado com Volodymyr Zelensky, o petista voltou ainda mais irritado com Donald Trump.

Lula admitiu publicamente que teve, no G7, sua “melhor conversa” com o presidente ucraniano. O petista prometeu interceder junto aos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para tentar viabilizar um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia.

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Lula conversa com a imprensa após participar do G7
Lula em entrevista coletiva após participar do G7
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Ricardo Stuckert / PR
Lula conversa com a imprensa após participar do G7
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Lula conversa com a imprensa após participar do G7

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Lula em entrevista coletiva após participar do G7
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Lula em entrevista coletiva após participar do G7

Igor Gadelha/Metrópoles

Em compensação, Lula volta ao Brasil vendo a temperatura na relação com os Estados Unidos subir novamente, após meses em que o chefe do Palácio do Planalto e Donald Trump trocaram mais elogios públicos do que provocações.

No último dia do G7, Trump elevou o tom contra o Brasil. Ele falou de um ambiente “politicamente difícil” no país e, apesar de ter confundido Flávio com Eduardo Bolsonaro, demonstrou irritação com a condenação do ex-deputado por coação contra o STF.

Em resposta, Lula afirmou que Trump cometeu um “desaforo” contra o Brasil ao classificar, à revelia do governo brasileiro, PCC e Comando Vermelho como terroristas. Disse ainda que Trump age como um “imperador” e pediu que ele se meta nas eleições brasileiras.

Irritação e bajulação

Durante o G7, o próprio Lula e integrantes de sua comitiva reclamaram da postura dos norte-americanos. Trump chegou atrasado a reuniões alegando ser o “chefe” e foi alvo de gestos de deferência por parte de presidentes e primeiros-ministros presentes.

A avaliação no governo brasileiro foi a de que o próprio anfitrião, Emmanuel Macron, fez de tudo para prestigiar Trump, numa tentativa de garantir a participação efetiva dos Estados Unidos nas discussões e nas declarações finais da cúpula.

Lula tampouco conseguiu “botar ordem na casa”, como prometia ao anunciar que iria ao G7. O petista deixou o encontro tendo chancelado apenas três dos oito documentos aprovados pelo grupo e reclamou do que chamou de “samba de uma nota só” da reunião.

“Está ficando quase que um samba de uma nota só. Quando os convidados chegam à reunião, o G7 já aprovou seus documentos”, afirmou Lula em entrevista à imprensa em Genebra, após reunião com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza.

Em dezembro, Lula deverá voltar a se encontrar com Trump. Dessa vez, no país do chefe da Casa Branca, que será o anfitrião da reunião da cúpula de líderes do G20. O evento está previsto para acontecer no estado americano da Flórida.

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