PT espera apoio de Lira para aprovar Bolsa Família fora do teto por 4 anos
Aliados de Lula dizem que Arthur Lira "sabe" da necessidade de deixar o Bolsa Família fora do teto de gastos por, no mínimo, quatro anos

Lideranças do PT e da equipe de transição de Lula esperam também contar com o apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para aprovar, na PEC da Transição, a retirada do Bolsa Família do teto de gastos por, no mínimo, quatro anos.
Segundo parlamentares petistas, Lira evitou cravar sua posição pessoal sobre a proposta quando recebeu a minuta da PEC das mãos do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), na última quarta-feira (16/11), na Câmara.
Entretanto, apontam que o presidente da Câmara teria “entendido” a necessidade de abrir uma excepcionalidade para o programa social ficar de fora da regra fiscal por um tempo mais longo que apenas o primeiro ano de mandato de Lula.
Aliados de Lula argumentam haver um estímulo extra para Lira aceitar a ideia. Sem os R$ 175 bilhões anuais para o Bolsa Família limitando os gastos, haveria mais espaço para turbinar as emendas de relator, base do chamado Orçamento Secreto.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaProcurado oficialmente pela coluna para esclarecer sua posição, o presidente da Câmara não respondeu. O espaço segue aberto.
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O tempo de duração da PEC da Transição é hoje o principal entrave para sua tramitação, especialmente no Senado. O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), é favorável a deixar o Bolsa Família fora do teto por quatro anos, mas há resistências.
Como mostrou a coluna, o presidente da CCJ do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avisou a Alckmin que senadores resistem a aprovar a PEC sem um prazo definido. O atual governo defende que a PEC estipule a regra excepcional apenas para 2023.




