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PT busca governo Bolsonaro no Senado para negociar PEC da Transição

Líder do PT no Senado pediu uma reunião com líder do governo Bolsonaro na Casa para negociar tramitação da PEC da Transição

atualizado

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Jefferson Rudy/Agência Senado
Posse do senador Carlos Portinho
1 de 1 Posse do senador Carlos Portinho - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Diante das resistências anunciadas nas últimas horas, o PT decidiu buscar o governo Jair Bolsonaro no Senado para tentar negociar a votação da PEC da Transição na Casa.

A proposta tira o Bolsa Família da regra do teto de gastos e abre espaço no Orçamento da União de 2023 para dar aumento real do salário mínimo, proposta de campanha do presidente eleito Lula.

Nessa quarta-feira (16/11), mesmo dia em que a equipe de transição apresentou uma minuta da PEC ao Congresso, o líder do PT no Senado, Paulo Rocha (BA), procurou o líder do governo na Casa, Carlos Portinho (PL-RJ).

À coluna, Portinho relatou que Rocha pediu uma reunião entre os dois para discutir a proposta. A data do encontro, porém, ainda não tinha sido marcada até a manhã desta quinta-feira (17/11).

Críticas

O petista resolveu procurar o líder do governo após Portinho articular o esvaziamento da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado desta quarta, para evitar que a PEC começasse a tramitar no colegiado.

Portinho disse ser contra dar uma licença sem prazo para o Bolsa Família ficar fora do teto de gastos. Ele também criticou o fato de o governo de transição não ter o consultado antes de apresentar a minuta da PEC.

“E sem ministro (da Fazenda) que avalize, dificulta muito. A PEC é só um movimento político. Não há pai técnico em economia e a fala de Lula hoje mostra que não estão preocupados com técnicas econômicas”, avaliou o líder do governo à coluna.

Portinho admite que o próprio governo Bolsonaro já vinha discutindo uma mudança no teto de gastos, mas ponderou que todas as tentativas anteriores de tirar o Auxílio Brasil fora do teto foram fracassadas na Casa.

Prazo

A PEC apresentada pelo governo de transição propõe autorizar a retirada do Bolsa Família do teto de gastos, mas não fixa um tempo para essa excepcionalidade.

Lula quer a licença por pelo menos os quatro anos de seu primeiro mandato. Senador licenciado e presidente do PP, o atual ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, porém, defende que ela valha apenas em 2023.

 

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