Igor Gadelha

Por que CPMI lamenta mais perder sigilo de empresária que o de Lulinha

Cúpula da CPMI do INSS avalia que prejuízo maior da decisão de Flávio Dino será ficar sem acesso ao sigilo da empresária amiga de Lulinha

atualizado

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Foto: Instagram/ @roberta.luchsinger
Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha
1 de 1 Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha - Foto: Foto: Instagram/ @roberta.luchsinger

Apesar de criticar a decisão do ministro do STF Flávio Dino que suspendeu a quebra de sigilo de Lulinha e de outros alvos da comissão, a cúpula da CPMI do INSS avalia que o prejuízo maior não será ficar sem os dados do filho do presidente Lula.

Na avaliação desses parlamentares, o “ouro” que comprovaria a relação de Lulinha com a “Farra do INSS” não estaria nos dados bancários dele, mas, sim, na quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente.

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Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha
Roberta Luchsinger é amiga pessoal do Lulinha, filho do presidente Lula
Roberta Luchsinger e Lulinha
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Roberta Luchsinger e Lulinha

Otávio Augusto/Metrópoles
Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha
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Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha

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Roberta Luchsinger é amiga pessoal do Lulinha, filho do presidente Lula
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Roberta Luchsinger é amiga pessoal do Lulinha, filho do presidente Lula

Reprodução/Instagram

A suspensão da quebra de sigilo de Roberta foi a primeira decidida por Dino, ainda na tarde da quarta-feira (4/3). O ministro atendeu ao pedido da defesa da empresária e considerou que a quebra não poderia ter sido votada “em bloco” pela CPMI.

A empresária foi um dos alvos de mandado de busca e apreensão em dezembro de 2025. Como mostrou a coluna Tácio Lorran, no Metrópoles, Luchsinger fez lobby no Ministério da Saúde junto de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Antes de a CPMI, o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, já havia autorizado a quebra de sigilo da empresária no âmbito da investigação. A quebra foi um pedido da PF em janeiro de 2026, após operação contra a empresária.

Já nos dados de Lulinha aos quais a CPMI teve acesso, foram identificados mais de R$ 19 milhões movimentados por ele no período de quatro anos, conforme revelou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais, na quarta-feira (4/3).

O montante consta nos extratos de contas bancárias do filho do presidente Lula no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. Os valores foram movimentados por Lulinha no período entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro de 2026.

Nos extratos, contudo, não aparecem registros da suposta “mesada” que Lulinha teria recebido do Careca do INSS, no valor de R$ 300 mil. A mesada, segundo o Metrópoles, teria sido informada à PF por uma testemunha durante depoimento.

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