Cúpula da CPMI joga a toalha sobre STF: "Só sobra Deus para recorrer"
Após decisão de Flávio Dino derrubando quebra de sigilo da amiga de Lulinha, cúpula da CPMI admite não ter o que fazer para obter documento

Membros da cúpula da CPMI do INSS dizem, nos bastidores, ter jogado a toalha quanto às chances de reverter decisões de ministros do STF que dificultam depoimentos e quebras de sigilo aprovados pela comissão.
Após o ministro Flávio Dino suspender, na quarta-feira (4/3), a quebra dos sigilos da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, parlamentares da CPMI chegaram a dizer que o colegiado “morreu”.
A avaliação é a de que eventuais recursos ao próprio Supremo contra decisões de ministros da Corte não terão eficácia. Para a cúpula da CPMI, o despacho de Dino também inviabiliza novas quebras de sigilos.
Na quarta-feira, o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou à coluna que “só sobrou a Deus para recorrer”. Ele lembra que eventual recuso da CPMI seria apreciado pelo próprio Dino.
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Ver todasComo já mostrou a coluna, membros do colegiado também acreditam que será impossível convencer o relator do Caso Master no STF, ministro André Mendonça, a obrigar o banqueiro Daniel Vorcaro a depor na CPMI.
CPMI vai mudar estratégia
Diante das consecutivas derrotas no STF, integrantes da comissão falam em mudar a estratégia. A ideia é concentrar críticas na Corte e sustentar que Lulinha e outros investigados foram “blindados” após a explosão do Caso Master.










