PF tentou diluir poder de Mendonça sobre Lulinha, mas não teve sorte
Sistema de sorteio do STF atrapalhou estratégia da PF de tentar diminuir o poder do ministro André Mendonça nas investigações contra Lulinha

A estratégia da Polícia Federal (PF) de desmembrar a investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na chamada Farra do INSS, em novos pedidos de inquérito visa diminuir o poder do ministro do STF André Mendonça, relator do caso.
Ao receber os pedidos da PF, a presidência do STF decidiu que os inquéritos deveriam ser distribuídos por sorteio — caminho que a Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou. A decisão causou estranheza no gabinete de Mendonça, que defendia o envio para o ministro por prevenção.
O movimento aconteceu no contexto da guerra velada travada pela cúpula da PF com Mendonça nas investigações sobre o filho do presidente Lula e sobre o Caso Master. A disputa é marcada por troca de acusações de influência política nas apurações.
A tentativa de pulverizar os casos, contudo, não produziu o efeito esperado. Dos três inquéritos abertos até agora contra Lulinha, dois acabaram caindo, por sorteio, nas mãos do próprio Mendonça. E o ministro já autorizou a abertura das duas investigações.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaApenas um dos procedimentos foi distribuído ao ministro Flávio Dino, indicado ao Supremo pelo presidente Lula, pai de Lulinha. Assim como Mendonça, Dino autorizou a abertura do inquérito em despacho assinado nesta terça-feira (4/8), de acordo com assessores.
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Ver todasPara a defesa de Lulinha, o ideal seria o encerramento definitivo das apurações contra o empresário no caso INSS. A leitura é de que abertura de novos inquéritos, ainda que distribuídos entre diferentes ministros, prolonga o desgaste político e jurídico.
Na PF, por sua vez, a avaliação predominante é de que eventual arquivamento neste momento poderia gerar questionamentos de possível favorecimento ao filho do presidente da República durante a campanha eleitoral.










