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Igor Gadelha

Lulinha pede que PF e MJ apurem vazamento de dados sigilosos

Defesa de Lulinha quer que ministro da Justiça e corregedoria da PF apurem vazamento de dados sigilosos do inquérito da Farra do INSS

03/08/2026 07:39, atualizado 03/08/2026 08:01
Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles
Lulinha

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acionou o Ministério da Justiça e a Corregedoria da Polícia Federal (PF) para pedir a apuração do vazamento de informações sigilosas relacionadas ao inquérito da Farra do INSS, que investiga o filho do presidente Lula.

Nas duas petições, protocoladas no domingo (2/8), os advogados de Lulinha afirmam que dados obtidos por meio de quebra de sigilo telemático de investigados no inquérito acabaram sendo divulgados indevidamente e passaram a circular fora dos autos da apuração.

A defesa cita reportagem do colunista Thomas Traumann, do jornal O Globo, que revelou que a campanha de Flávio Bolsonaro estaria planejando divulgar áudios de Lulinha com a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente Lula.

“O objetivo político dos vazamentos tornou-se irrefutável, uma vez que os dados telemáticos teriam sido entregues à campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência e oponente direto do genitor do peticionário, que estaria avaliando o melhor momento para aproveitar politicamente a divulgação”, escreveu a defesa de Lulinha.

No pedido encaminhado ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, os advogados pedem que a pasta exerça sua função de supervisão sobre a PF. A petição sustenta que se trata de possível falha institucional na custódia de provas sigilosas.

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Já na representação apresentada à Corregedoria da PF, os defensores de Lulinha pedem a abertura de processo administrativo disciplinar para identificar eventuais responsáveis por acesso, extração, cópia ou compartilhamento indevido de dados sigilosos.

A defesa de Lulinha também sugere a preservação de registros de acesso aos arquivos, a identificação dos agentes que tiveram contato com o material e, após eventual identificação dos suspeitos, a realização de buscas e apreensões para recolhimento de provas.

As petições foram protocoladas pelos advogados de Lulinha após a defesa de Roberta Luchsinger apresentar pedidos semelhantes às autoridades, solicitando a apuração da origem dos vazamentos e eventual responsabilização dos envolvidos.