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Igor Gadelha

Moraes ignorou PGR ao ordenar busca por armas na casa de Bolsonaro

Ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou busca por armas e munições na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro sem ouvir a PGR antes

09/07/2026 02:00, atualizado 09/07/2026 09:14
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Moraes ignorou PGR ao ordenar busca por armas na casa de Bolsonaro

O ministro do STF Alexandre de Moraes ignorou a Procuradoria-Geral da República (PGR) ao ordenar operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, na quarta-feira (8/7).

Diferentemente de decisões recentes relacionadas ao ex-mandatário, Moraes não pediu, desta vez, manifestação prévia da PGR sobre a busca por armas e munições na casa de Bolsonaro, em Brasília.

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Paulo Gonet na posse de Nunes Marques no TSE
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar
Solar de Brasília, condomínio do ex-presidente
O ministro Alexandre de Moraes
Paulo Gonet se posicionou pelo arquivamento da ação contra Elon Musk
Ministro Alexandre de Moraes entendeu que essas condições extrapolam a competência da administração municipal
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Ministro Alexandre de Moraes entendeu que essas condições extrapolam a competência da administração municipal

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Paulo Gonet na posse de Nunes Marques no TSE
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Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar
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Solar de Brasília, condomínio do ex-presidente
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O ministro Alexandre de Moraes
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O ministro Alexandre de Moraes

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Paulo Gonet se posicionou pelo arquivamento da ação contra Elon Musk
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Paulo Gonet se posicionou pelo arquivamento da ação contra Elon Musk

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À coluna, a assessoria de imprensa da Procuradoria confirmou que não emitiu parecer sobre a operação porque Moraes não abriu espaço para manifestação do Ministério Público Federal (MPF).

Interlocutores de Moraes no STF, por sua vez, argumentam que não havia necessidade de ouvir a PGR porque a prisão domiciliar humanitária estaria sujeita às mesmas regras da prisão comum.

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Segundo esses interlocutores, a Lei de Execução Penal prevê que cabe ao juiz adotar as medidas necessárias para fiel execução da pena bem como fiscalizar o cumprimento das condições impostas ao preso.

“Nos termos do art.66 da Lei 7210/1984, compete ao Juízo da Execução adotar todas as medidas necessárias à fiel execução das decisões proferidas, bem como fiscalizar o efetivo cumprimento das condições impostas ao apenado”, ressaltou o ministro em sua decisão.

Moraes só intimou a PGR sobre a operação após as diligências terem sido concluídas. Na intimação, o ministro apenas deu ciência ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre sua decisão.

A decisão de Moraes

O mandado assinado por Moraes previa a apreensão de armamentos, munições, acessórios, documentos de registro de armas e outros materiais eventualmente relacionados à investigação.

Segundo a defesa de Bolsonaro, nenhum desses itens foi encontrado durante as diligências realizadas pela Polícia Federal. A própria corporação também confirmou que nada foi achado.

Na decisão, Moraes argumentou que as buscas eram necessárias porque havia informações desencontradas sobre a quantidade de armas registradas em nome do ex-presidente.

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Moraes também ignorou PGR em 2025

Esta não foi a primeira vez que Moraes deu decisão sobre Bolsonaro sem consultar a PGR. Em 2025, o ministro não ouviu o órgão ao decretar a prisão domiciliar do ex-presidente pela primeira vez.

À época, a postura foi criticada por alguns especialistas em direito. O argumento foi o de que o caminho adotado pelo ministro do STF feria, em tese, o Código de Processo Penal (CPP).

Segundo advogados, desde 2019, juízes não podem mais decretar, substituir ou revogar medidas cautelares sem que haja o “requerimento do Ministério Público, do assistente da acusação ou do querelante”.