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Igor Gadelha

Indiciado, Cid alega que alterou por conta própria cartões de vacina

Mauro Cid tem dito a aliados que teria assumido sozinho a responsabilidade pela falsificação de cartões de vacina contra Covid de Bolsonaro

19/03/2024 08:40, atualizado 19/03/2024 11:39
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Tenente-coronel do Exército Brasileiro, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, fica em silêncio durante sessão da CPMI do 8 de Janeiro

Indiciado pela Polícia Federal por falsificação de certificados de vacina contra Covid-19, Mauro Cid negou a aliados ter dito em depoimento à PF que Jair Bolsonaro seria o mandante da adulteração dos cartões de vacinação.

A interlocutores, o tenente-coronel tem dito que, diferentemente do que consta no relatório da PF, ele teria assumido sozinho a responsabilidade pela falsificação dos certificados de vacina de Bolsonaro e de Laura, filha mais mais nova do ex-presidente.

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Como noticiou a coluna, Cid ficou incomodado com o que chama de “narrativas” divulgadas pela PF e pediu à corporação acesso aos vídeos de seus depoimentos. A intenção é confrontar o teor dos vídeos com o que está escrito nos autos da investigação.

Acordo de Mauro Cid com a PF prevê pena máxima de 2 anos de prisão

Cid e Bolsonaro foram indiciados

Cid e Bolsonaro foram indiciados pela Polícia Federal pelos crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema público. O processo agora segue para o Ministério Público, que decidirá se denuncia ou não os dois.

No relatório do indiciamento, a PF escreveu que Cid teria confirmado no depoimento que “recebeu a ordem” de Bolsonaro para adulterar os dois certificados de vacinação e que os documentos foram entregues “em mãos” ao ex-presidente.

Além do ex-ajudante de ordens e do ex-presidente, a PF indiciou outras pessoas no mesmo caso de falsificação de certificados de vacina contra Covid-19. Entre elas, o deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ) e Gabriela Cid, esposa de Mauro Cid.