Notícias, furos e bastidores de política e economia. Com Gustavo Zucchi

Grupo católico rezará terço “contra o comunismo” em atos pró-Bolsonaro

Instituto ultraconservador católico participará dos atos em apoio ao presidente Jair Bolsonaro em São Paulo e no Rio

atualizado 06/09/2022 20:11

Fábio Vieira/Metrópoles

A organização ultraconservadora católica “Instituto Plínio Correa de Oliveira”, derivada da antiga TFP (Tradição, Família e Propriedade), estará presente nas manifestações pró-Jair Bolsonaro na Avenida Paulista e na Praia de Copacabana, nesta quarta-feira, 7 de Setembro.

A entidade convocou bolsonaristas para rezar um “terço contra o comunismo” durante os atos em São Paulo e no Rio. Também haverá encontros com o mesmo objetivo em Belo Horizonte e em cidades menores, como São João Del Rei (MG) e Campos dos Goytacazes (RJ).

O instituto tem entre suas lideranças o atual chefe da Casa Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orléans e Bragança. Foi na sede dele, localizada em São Paulo, onde foi velado Dom Luiz, irmão Dom Bertrand e antigo chefe da família. Ele faleceu em junho deste ano.

Dom Bertrand, por sua vez, deverá estar em Brasília, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. A expectativa é de que ele participe de atos pró-monarquia que acontecerão durante as manifestações convocadas por Jair Bolsonaro (PL) na Esplanada dos Ministérios.

O instituto

A TFP, grupo do qual deriva o Instituto Plínio Correa de Oliveira, ganhou notoriedade no Brasil nos anos 60. Ela foi uma das organizações que convocou a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” em março de 1964, ato de apoio ao golpe militar que aconteceria em 1º de abril do mesmo ano.

Como mostrou a coluna, o instituto endossa as ideias de Bolsonaro de que é necessário enfrentar o PT para evitar a volta do “comunismo” ao País. Eles já gravaram um vídeo dizendo que “uma seita vermelha quer voltar ao poder no Brasil”, sem citar diretamente o PT, partido de Lula, cuja bandeira é vermelha.

Na terça-feira (6/9), Bolsonaro participou de uma missa em Brasília. Nela, o presidente proferiu a oração à Nossa Senhora Aparecida no altar da igreja, discursou ao público presente, pedindo a Deus que o povo brasileiro “não experimente dores do comunismo”, e chegou a chorar.

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