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Igor Gadelha

Governo Lula vê estabilidade política como prioridade no Paraguai

Principal preocupação do governo Lula é que Paraguai consiga evitar conflitos e manifestações violentas após a queda de Santiago Peña

05/11/2026 16:20
Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula é recebido na Cúpula de chefes de Estado, no Paraguai

O governo Lula acompanha com atenção os desdobramentos da crise política no Paraguai, que culminou na renúncia de Santiago Peña da Presidência, e a futura posse de Pedro Alliana, vice de Peña, como novo presidente paraguaio.

A principal preocupação do Palácio do Planalto é que o novo governo do Paraguai consiga garantir a estabilidade política e social e evitar que  o episódio provoque manifestações violentas no país.

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Presidente Lula é recebido na Cúpula de chefes de Estado, no Paraguai
Presidente Lula e presidente do Paraguai, Santiago Peña
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Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula e presidente do Paraguai, Santiago Peña
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Presidente Lula e presidente do Paraguai, Santiago Peña

Ricardo Stuckert / PR

Sob reserva, assessores do Planalto que atuam na área internacional afirmam que o Brasil não tinha interesse na queda de Peña, apesar do alinhamento do presidente paraguaio com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos. Lula e Peña, inclusive, mantinham uma boa relação.

A avaliação desses auxiliares é que a prioridade do novo governo, neste momento, seja a construção de um ambiente de diálogo que permita uma transição sem novos episódios de instabilidade.

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A preocupação brasileira leva em consideração a extensa fronteira entre os dois países, considerada porosa, e a presença de uma numerosa comunidade de brasileiros em território paraguaio.

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Na avaliação de integrantes do governo Lula, a crise que derrubou Peña foi agravada por uma disputa interna no Partido Colorado, especialmente pelo rompimento do então presidente com o grupo político ligado ao ex-presidente Horacio Cartes.

Os assessores também apontam que a crise envolvendo o sistema bancário paraguaio contribuiu para aprofundar o desgaste do governo e ampliar a insatisfação popular, sobretudo entre a população de menor renda.

Sem crise com Alliana

No Planalto, o entendimento é que a chegada do vice-presidente Pedro Alliana ao comando do país não deve provocar mudanças significativas nas relações bilaterais. O Brasil pretende manter uma relação construtiva com o novo governo, independentemente das disputas políticas internas.

A principal incógnita, segundo esses auxiliares, é se a mudança na Presidência será suficiente para conter a crise ou se o novo governo também enfrentará questionamentos políticos nos próximos dias.

Para o governo brasileiro, o cenário ideal é que as forças políticas paraguaias encontrem uma solução negociada, capaz de evitar novos conflitos sociais e preservar a estabilidade de um dos principais parceiros do Brasil no Mercosul.