Petistas impõem condições para acordo com o PL na reeleição de Motta
PL ficou de fora do "blocão" articulado por Hugo Motta para a eleição ao comando da Câmara, marcada para 1º de fevereiro de 2027

Lideranças do PT na Câmara admitem, nos bastidores, a possibilidade de um acordo com o PL para garantir uma reeleição tranquila de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Casa em 1º de fevereiro de 2027.
Como antecipou a coluna, Motta articulou um “blocão” com mais de 350 deputados de 15 partidos diferentes para a disputa interna na Câmara. O partido de Flávio Bolsonaro, entrentanto, não aderiu ao grupo.
Caso fique fora do blocão, o PL ficará sem espaço na Mesa Diretora da Câmara e terá direito apenas a 16ª pedida das comissões temáticas, mesmo tendo a maior bancada da Casa, com 121 deputados federais.
Hoje, a bancada do PT se posiciona contra a entrada do PL ao blocão. Nos bastidores, porém, lideranças petistas admitem uma negociação com o partido de Flávio Bolsonaro, mas com algumas condições.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaPara deputados do PT, um dos possíveis caminhos seria negociar previamente com o PL com quais comissões a sigla ficaria pela adesão, sem necessariamente dar as três primeiras escolhas — direito que a sigla teria se estivesse no blocão.
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Ver todasOutro caminho seria o PL não aderir ao bloco, mas, não lançar candidato em troca de comissões previamente escolhidas. Isso evitaria o desgaste político de PT e PL terem de estar no mesmo blocão partidário.
Poder de veto
Pelo acordo de Motta com os 15 partidos do blocão, o PL só poderá entrar no grupo se todos as legendas integrantes aceitarem. Caso contrário, qualquer uma delas poderia acionar seu poder de veto.
Motta, contudo, tenta construir uma solução. Mesmo tendo articulado um blocão com 15 partidos, o atual presidente da Câmara quer evitar ir para uma disputa com um candidato do PL em fevereiro.







