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Igor Gadelha

Bolsonaristas se preparam para fazer Lula "sangrar" com maioridade penal

Com bloqueio à votação da maioridade penal, bolsonaristas investem no discurso de que Lula já descumpriu uma primeira promessa de campanha

05/11/2026 12:29, atualizado 05/11/2026 12:32
KEBEC NOGUEIRA /METRÓPOLES @kebecfotografo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apaga as velas do bolo e se emociona durante a comemoração de seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada metropoles 1

O adiamento da votação da redução da maioridade penal no Congresso, articulado por governistas com Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), foi visto por bolsonaristas como um “presente” de Natal antecipado.

Antes mesmo de conseguirem se rearticular após o baque da derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula (PT) nas urnas, lideranças bolsonaristas já começam a investir no discurso de que o petista descumpriu uma “primeira promessa”.

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O presidente Lula
Presidente Lula e a candidata ao Senado Benedita da Silva durante ato em São Gonçalo (RJ)
Lula em São Miguel Paulista durante agenda de campanha
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Lula em São Miguel Paulista durante agenda de campanha

Ricardo Stuckert
O presidente Lula
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O presidente Lula

Divulgação/Esfera Brasil
Presidente Lula e a candidata ao Senado Benedita da Silva durante ato em São Gonçalo (RJ)
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Presidente Lula e a candidata ao Senado Benedita da Silva durante ato em São Gonçalo (RJ)

Ricardo Stuckert

O argumento é de que Lula defendeu, na reta final do segundo turno, a redução da maioridade penal. Para esvaziar o discurso bolsonarista, chegou, inclusive, a articular com Camilo Santana (PT-CE) a apresentação de uma emenda sobre o tema.

Fechadas as urnas, entretanto, a situação mudou. Primeiro, petistas fizeram um acordo com a oposição para votar a redução da maioridade em uma PEC separada no Senado, permitindo a aprovação da PEC da Segurança sem alterações.

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Feito o acordo, Alcolumbre entrou em campo. O chefe do Senado, mais próximo do que nunca de Lula, disse que retiraria o tema da pauta da quarta-feira (4/11), quando estava prevista a votação, a pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta.

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Motta, por sua vez,  afirmou que não há prazo para levar o tema ao plenário da Câmara, onde a PEC tramita em uma comissão especial. O atual presidente da Casa, vale lembrar, também é candidato à reeleição, assim como Alcolumbre

O relator da proposta na Câmara, deputado federal Mendonça Filho (PL-PE), promete apresentar e votar seu relatório até o fim de novembro. A definição da pauta de votações do plenário, entretanto, cabe ao presidente da Casa.

Enquanto o tema não for votado, lideranças bolsonaristas falam em “fazer Lula sangrar”. Para eles, o petista não estaria disposto a cumprir as promessas de campanha, em uma demonstração do que classificam como “vale-tudo” eleitoral.