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Igor Gadelha

Glauber Braga volta à Câmara e apresenta PL contra desestatizações

Glauber Braga reassume seu mandato após suspensão decidida pelo plenário e protocola seu primeiro projeto de lei em 2026

18/06/2026 07:00
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Glauber Braga volta à Câmara e apresenta PL contra desestatizações

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que foi suspenso pela Câmara em dezembro de 2025 por agredir um militante que o provocou, retornou à Casa na terça-feira (16/6) e já apresentou seu primeiro projeto de lei do ano.

Glauber protocolou uma proposta que prevê a revogação da lei que criou o Programa Nacional de Desestatização (PND), responsável por permitir, por meio de decretos presidenciais, a venda de ativos da União, incluindo empresas estatais.

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O deputado Glauber Braga (PSol-RJ)
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Michel Melo / Metrópoles

Na justificativa do projeto, o deputado afirma que o programa, instituído na década de 1990, representou “um verdadeiro golpe à capacidade de articulação e controle do Estado sobre os setores estratégicos da economia” e “à própria soberania” brasileira.

“O maior dano é à soberania nacional. Quando setores estratégicos passam ao controle de grandes grupos internacionais, as decisões empresariais são tomadas com base em interesses que nada têm a ver com o interesse público. Além disso, parte dos lucros gerados por essas empresas será remetida ao exterior”, argumenta o parlamentar.

Glauber escapou de ter o mandato cassado pelo plenário da Câmara em dezembro de 2025. Na ocasião, os deputados optaram pela suspensão do mandato, medida que permitiu seu retorno ao Legislativo e a manutenção de seus direitos políticos.

O processo disciplinar sustentava que o parlamentar quebrou o decoro ao expulsar da Câmara, a chutes, o militante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro, em abril de 2024. O psolista alegou que Costenaro havia ofendido sua mãe, Saudade Braga, ex-prefeita de Nova Friburgo (RJ), já falecida.

Em 2025, o deputado chegou a fazer uma greve de fome de oito dias em uma das comissões da Casa. À época, afirmou que o processo contra ele era resultado de perseguição política e de uma articulação do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

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