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Igor Gadelha

Hilton diz que PL da Misoginia coibiria ataques à vítima de rope jump

Após denúncia à PF, Erika Hilton afirma que PL da Misoginia ajudaria a intimidar ataques à vítima de rope jump nas redes sociais

16/06/2026 12:59
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HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Hilton diz que PL da Misoginia coibiria ataques à vítima de rope jump

A presidente da Comissão dos Direitos das Mulheres da Câmara, Erika Hilton (Psol-SP), defendeu que o PL da Misoginia ajudará a coibir os ataques nas redes sociais como os que aconteceram contra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.

A jovem, que morreu no sábado (13/6) ao ser lançada durante um salto de rope jump sem o equipamento de segurança preso ao corpo, foi alvo de ataques de cunho sexual após o acidente, com incitação a necrofilia a ao vilipêndio de cadáver.

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Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu durante salto de rope jump na Ponte do Esqueleto
Deputada Erika Hilton
Presidente da comissão da Mulher na Câmara dos Deputados, Erika Hilton (PSol-SP)
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Presidente da comissão da Mulher na Câmara dos Deputados, Erika Hilton (PSol-SP)

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu durante salto de rope jump na Ponte do Esqueleto
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Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu durante salto de rope jump na Ponte do Esqueleto

Reprodução/Redes sociais
Deputada Erika Hilton
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Deputada Erika Hilton

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Em resposta, Hilton apresentou uma denúncia à Polícia Federal (PF) na segunda-feira (15/6) pedindo a investigação de postagens que incentivaram os crimes contra o corpo de Maria Eduarda no Instituto Médico-Legal (IML).

“Com certeza a lei intimidaria os crimes que estão sendo praticados tranquilamente. Impedir, talvez, a lei sozinha não desse conta, porque ela precisa vir acompanhada de formação e educação, mas com certeza ajudaria a enquadrar e intimidaria muito”, afirmou Erika Hilton à coluna.

No documento protocolado junto à corporação, a deputada reuniu capturas de tela, links e argumentou que os comentários fazem referência à práticas criminosas, como estupro.

“A ampla repercussão do caso desencadeou a publicação, na rede social X, de diversos comentários que não apenas ultrajam a memória da vítima, mas que expressamente incentivam, celebram ou tratam com humor e aprovação a prática de violência sexual contra seu cadáver, mediante referências à necrofilia e ao estupro da vítima falecida”, diz a denúncia.

PL da Misoginia

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) deve apresentar seu parecer sobre o projeto na reunião de líderes da Câmara marcada para a tarde desta terça-feira (16/6). O texto aprovado no Senado inclui a misoginia na Lei do Racismo e estabelece pena de dois a cinco anos de prisão.

Em seu parecer, Amaral classificou a tipificação da misoginia como uma “providência urgente para preencher lacunas de proteção e nomear a conduta que antecede e fomenta toda a cadeia de violência contra a mulher”.

No relatório, a deputada afirma que se entende por misoginia a “prática, a indução ou a incitação de menosprezo ou discriminação contra a mulher, que promova violência, negue sua igualdade de direitos ou ofenda sua dignidade, em razão da condição de mulher”.

“A fim de preservar a uniformidade conceitual da legislação penal e processual penal sobre o tema, propomos a substituição dos termos ‘ódio’ e ‘aversão’, previstos no projeto para a caracterização da misoginia, pelas expressões ‘menosprezo ou discriminação’ em razão da ‘condição de mulher'”, diz o relatório de Tabata Amaral.

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