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Igor Gadelha

Governo fez dois cálculos políticos ao retirar urgência do PL da 6x1

Petistas apontam que governo Lula retirou a urgência do projeto sobre escala 6x1 que travava a pauta da Câmara após dois cálculos políticos

17/06/2026 05:30, atualizado 17/06/2026 05:52
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Governo fez dois cálculos políticos ao retirar urgência do PL da 6×1

Lideranças governistas que participam das discussões sobre o fim da escala 6×1 afirmam que o Palácio do Planalto decidiu retirar, na terça-feira (16/6), a urgência constitucional do projeto de lei que trata do tema na Câmara após dois cálculos políticos.

O primeiro cálculo, segundo caciques do PT, foi o de que o projeto ainda terá utilidade no futuro. A expectativa é que ele seja usado para regulamentar o fim da escala 6×1, após a aprovação da PEC que trata do assunto no Senado Federal.

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Deputadas do PT pelo fim da escala 6x1
O deputado Léo Prates, relator da PEC 6x1
Votação do fim da escala 6x1 na Câmara
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Votação do fim da escala 6x1 na Câmara

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Deputadas do PT pelo fim da escala 6x1
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Deputadas do PT pelo fim da escala 6x1

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
O deputado Léo Prates, relator da PEC 6x1
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O deputado Léo Prates, relator da PEC 6x1

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O projeto de lei, que travava a pauta da Câmara em razão da urgência constitucional imposta pelo governo, seria votado na terça-feira com praticamente o mesmo teor da PEC. O objetivo era apenas liberar o plenário da Casa para outras deliberações.

Com a retirada da urgência, porém, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou por não levar o projeto ao plenário. Dessa forma, o texto poderá voltar a tramitar futuramente, já com foco na regulamentação do fim da escala.

O segundo cálculo do governo para a retirada da urgência, segundo governistas, foi o receio de entregar um projeto sobre a escala 6×1 nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em um momento em que a relação dele com Lula está ruim.

Na avaliação de lideranças do PT, seria arriscado fazer esse movimento. O temor era de que Alcolumbre votasse o projeto com alterações substanciais em relação ao texto original e, ao mesmo tempo, mantivesse a PEC 6×1 parada no Senado.

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