Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Igor Gadelha

Fora do STF há quase 30 anos, ex-ministro renova passaporte diplomático

Ministro Francisco Rezek, que foi indicado à Corte por João Figueiredo e Collor de Mello, renovou seu passaporte diplomático por 5 anos

21/10/2026 05:00
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Fora do STF há quase 30 anos, ex-ministro renova passaporte diplomático

Fora do STF há quase 30 anos, o ex-ministro Francisco Rezek renovou, no dia 8 de outubro, seu passaporte diplomático, que lhe permite entrar em países estrangeiros como uma autoridade brasileira.

A renovação tem validade de cinco anos e é uma prerrogativa de ex-ministros do Supremo. Como mostrou a coluna, ex-ministros como Rosa Weber, Carlos Velloso e Ayres Britto também renovaram o documento.

Fora do STF há quase 30 anos, ex-ministro renova passaporte diplomático - destaque galeria
3 imagens
Estátua na fachada do STF
Estátua na fachada do STF
O ex-ministro do STF José Francisco Rezek
1 de 3

O ex-ministro do STF José Francisco Rezek

Waldemir Barreto/Agência Senado
Estátua na fachada do STF
2 de 3

Estátua na fachada do STF

Estátua na fachada do STF
3 de 3

Estátua na fachada do STF

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Rezek deixou o Supremo em 1997. Ele ocupou o cargo de ministro da Corte em duas ocasiões. Na primeira, ele foi escolhido pelo general João Figueiredo, último presidente da ditadura militar, e ocupou o posto de 1983 a 1990.

Em 1992, Rezek voltou ao STF por indicação do então presidente Fernando Collor. O magistrado se aposentou em 1997 para assumir o cargo de juiz da Corte Internacional de Justiça, sediada em Haia, nos Países Baixos.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha

Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Decreto presidencial

A concessão de passaporte diplomático a ex-ministros do STF é regida por um decreto presidencial de 2006, que abre brechas para que o documento seja concedido a personalidades “em função do interesse do país”.

Foi a mesma justificativa usada pelo Itamaraty durante o governo Bolsonaro para conceder o documento a líderes evangélicos aliados, como o pastor R.R. Soares e o bispo Edir Macedo.