Fora do STF há quase 30 anos, ex-ministro renova passaporte diplomático
Ministro Francisco Rezek, que foi indicado à Corte por João Figueiredo e Collor de Mello, renovou seu passaporte diplomático por 5 anos

Fora do STF há quase 30 anos, o ex-ministro Francisco Rezek renovou, no dia 8 de outubro, seu passaporte diplomático, que lhe permite entrar em países estrangeiros como uma autoridade brasileira.
A renovação tem validade de cinco anos e é uma prerrogativa de ex-ministros do Supremo. Como mostrou a coluna, ex-ministros como Rosa Weber, Carlos Velloso e Ayres Britto também renovaram o documento.
Rezek deixou o Supremo em 1997. Ele ocupou o cargo de ministro da Corte em duas ocasiões. Na primeira, ele foi escolhido pelo general João Figueiredo, último presidente da ditadura militar, e ocupou o posto de 1983 a 1990.
Em 1992, Rezek voltou ao STF por indicação do então presidente Fernando Collor. O magistrado se aposentou em 1997 para assumir o cargo de juiz da Corte Internacional de Justiça, sediada em Haia, nos Países Baixos.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaReceba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha
Frequência de envio: Diário
Ver todasDecreto presidencial
A concessão de passaporte diplomático a ex-ministros do STF é regida por um decreto presidencial de 2006, que abre brechas para que o documento seja concedido a personalidades “em função do interesse do país”.
Foi a mesma justificativa usada pelo Itamaraty durante o governo Bolsonaro para conceder o documento a líderes evangélicos aliados, como o pastor R.R. Soares e o bispo Edir Macedo.







