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Igor Gadelha

Federação das autoescolas rebate fala de ministro sobre "escravos"

Presidente da Federação das Autoescolas disse à coluna que ministro chamou de “escravidão” uma relação de trabalho que garante direitos

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Federação das autoescolas rebate fala de ministro sobre “escravos”

O presidente da Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto), Ygor Valença, rebateu as críticas do ministro dos Transportes, George Santoro, sobre o projeto de lei que retoma o vínculo dos instrutores com as autoescolas.

Em entrevista à coluna na terça-feira (7/7), o ministro do governo Lula afirmou que a proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, “transforma as pessoas em escravos de um grupo de empresários”.

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O ministro George Santoro (Transportes), no Fórum Esfera
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Presidente da Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto), Ygor Valença
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Presidente da Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto), Ygor Valença

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O ministro George Santoro (Transportes), no Fórum Esfera

Foto: Divulgação Esfera
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Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

O presidente da Feneauto, por sua vez, reagiu à fala do ministro e disse à coluna que o governo Lula chama de “escravidão” uma relação de trabalho que garante direitos aos instrutores.

“Se existe ‘escravidão’ nessa equação, ela não está no lado de quem tem direitos garantidos por lei, está no lado de quem é empurrado para a informalidade, sem nenhuma dessas garantias, sob o disfarce de ‘liberdade’ e ‘empreendedorismo’. Isso tem nome: pejotização. É a substituição de vínculos trabalhistas protegidos por relações de prestação de serviço que retiram direitos historicamente conquistados”, afirmou Valença.

Relatado pelo deputado Hugo Leal (PSD-RJ), o projeto altera um dos principais pontos do programa “CNH do Brasil”, que oferece aos condutores a opção de fazer aulas práticas com instrutores autônomos.

A proposta em debate na Câmra reforça o papel das autoescolas no processo, ao exigir que instrutores autorizados continuem vinculados a um Centro de Formação de Condutores (CFC) credenciado.

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“Enquanto o Ministério classifica de ‘escravidão’ um vínculo empregatício com direitos, ele conduziu toda a reforma do processo de habilitação, o programa CNH do Brasil, sem ouvir as mais de 15 mil autoescolas do país. Não houve diálogo estruturado com o setor. Não houve construção conjunta da política. Não houve consulta às entidades que representam esses milhares de pequenos e médios negócios, que empregam formalmente instrutores, examinadores e equipes administrativas em praticamente todos os municípios brasileiros”, acrescentou o presidente da Feneauto.