
Boulos diz que eleição de 2026 será “Lula contra Trump”
Em entrevista, Boulos afirmou que presidente dos EUA se colocou como adversário de Lula e vê interesse de Trump nas terras raras brasileiras

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse, em entrevista ao Metrópoles nesta quarta-feira (8/7), que a eleição presidencial de 2026 no Brasil não será Lula (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL), mas, sim, “Lula contra Trump”.
“Essa não é uma eleição Lula contra Flávio Bolsonaro. Essa é uma eleição Lula contra Trump. O presidente dos Estados Unidos se colocou nesse lugar e disse: ‘Meu próximo desafio é a eleição no Brasil’. Disse isso publicamente depois das eleições do Peru e da Colômbia. Ele tem interesses neocoloniais no país”, disse Boulos.
Para o ministro da Secretaria-Geral, que tem assento no Palácio do Planalto, o presidente americano, Donald Trump, tem interesse nas terras raras brasileiras. O Brasil possui a segunda maior reserva desses minerais no mundo, atrás apenas da China.
“Nós temos nos Estados Unidos um governo, do Trump, que se colocou como adversário de um projeto soberano do Brasil representado pelo Lula e por interesses, não é só por ideologia também, mas acima de tudo que quer nossas terras raras, nossos minerais críticos, é acima de tudo porque sabe que o Brasil, pela sua dimensão, pelas suas características, pelo tamanho da sua economia, é o único país da América do Sul, talvez da América Latina com condições de liderar um projeto independente próprio, soberano em relação aos Estados Unidos”, afirmou.
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Ver todasO ministro disse que o Brasil é uma “pedra no sapato de Trump” e que Flávio poderia garantir os interesses do presidente americano.
“Lula, ou melhor, o Brasil — na verdade, um projeto soberano de Brasil — é uma pedra no sapato de Trump. E aí ele vê o Flávio como uma forma de garantir os interesses (…). O Flávio representa o Brasil ajoelhado, um Brasil colonizado, enquanto o presidente Lula representa o Brasil que não fala fino com os Estados Unidos nem bate continência para a bandeira americana”, afirmou.


