Igor Gadelha

Delação sobre a “Farra do INSS” avança, enquanto a de Vorcaro patina

Delação de empresário pivô da “Farra do INSS” avançou mais uma casa nos últimos dias. Já Daniel Vorcaro ainda patina em negociação

atualizado

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Montagem do banqueiro Daniel Vorcaro ao lado do empresário Maurício Camisotti, considerado um dos pivôs da "Farra do INSS"
1 de 1 Montagem do banqueiro Daniel Vorcaro ao lado do empresário Maurício Camisotti, considerado um dos pivôs da "Farra do INSS" - Foto: Arte Metrópoles

Enquanto o banqueiro Daniel Vorcaro ainda patina nas negociações para uma colaboração premiada no Caso Master, a delação do empresário Maurício Camisotti, um dos pivôs da “Farra do INSS“, avançou mais uma casa.

Nos últimos dias, segundo apurou a coluna, o ministro do STF André Mendonça enviou o material da delação fechada por Camisotti com a Polícia Federal (PF) para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Daniel Vorcaro
André Mendonça, ministro do STF, autorizou prorrogação da CPMI antes da decisão do plenário
A mudança foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a pedido da defesa, e já integra as tratativas em torno de um possível acordo de colaboração premiada
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André Mendonça, ministro do STF, autorizou prorrogação da CPMI antes da decisão do plenário
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André Mendonça, ministro do STF, autorizou prorrogação da CPMI antes da decisão do plenário

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
A mudança foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a pedido da defesa, e já integra as tratativas em torno de um possível acordo de colaboração premiada
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A mudança foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a pedido da defesa, e já integra as tratativas em torno de um possível acordo de colaboração premiada

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Mendonça recebeu a colaboração premiada do empresário no início da semana passada. O ministro, porém, decidiu consultar a instância máxima do Ministério Público Federal (MPF) antes de decidir se homologa ou não o acordo.

De acordo com fontes do Supremo ouvidas pela coluna sob reserva, caberá à Procuradoria-Geral da República analisar, por exemplo, se há falhas na delação de Camisotti ou se será necessário algum tipo de complementação.

A delação do empresário foi a primeira assinada no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura o esquema de desvios em aposentadorias e pensões do INSS revelado pelo Metrópoles em 2025.

Na delação, segundo fontes da PF, Camisotti confessou a existência de fraudes nos descontos das aposentadorias, explicou a sistemática das fraudes e relatou o envolvimento de políticos e dirigentes do INSS.

A expectativa da defesa do empresário é de que Mendonça autorize a transferência dele para prisão domiciliar após homologar a delação. Camisotti está preso em regime fechado desde setembro do ano passado.

Delação de Vorcaro patina

Já a delação de Vorcaro, de acordo com fontes do Supremo, ainda segue na fase inicial de negociação com a PGR e com a PF. Nessa etapa, o banqueiro narra aos investigadores dos dois órgãos o que pode revelar.

O dono do Banco Master, porém, tem encontrado algumas dificuldades. “A PGR não vai aceitar qualquer coisa. Nem a PF”, afirmou à coluna, sob reserva, uma fonte que está diretamente envolvida nas tratativas.

Essa fonte lembra que, para que o acordo de delação de Vorcaro seja fechado e enviado para André Mendonça homologar, a Procuradoria-Geral da República e a PF precisarão estar de acordo.

Fontes do Supremo ponderam, contudo, que o fato de a delação de Camisotti sobre a Farra do INSS estar mais avançada não significa que ela será homologada antes que a colaboração de Vorcaro.

Ministros do STF ouvidos pela coluna sob anonimato lembram que, antes da homologação final dos acordos, os processos de delação premiada costumam ser marcados por muitas “idas e vindas”.

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