Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Igor Gadelha

Decisão do TSE de admitir ação do Novo contra Lula não preocupa Planalto

Nos bastidores, ministros do Planalto avaliam que ação do Novo contra chapa Lula-Alckmin não deve ter desfecho negativo no TSE

06/11/2026 10:20
Ricardo Stuckert/PR
Lula na Avenida Paulista - Metrópoles

Ministros do Palácio do Planalto se dizem tranquilos com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de admitir uma ação do Partido Novo que aponta suposto abuso de poder político da chapa Lula-Alckmin nas eleicoes de 2026.

Nos bastidores, ministros do governo dizem que a admissão da ação pela Corte eleitoral é uma etapa “normal” do ponto de vista processual. Eles ressaltam que isso não significa que a acusação irá prosperar na Justiça Eleitoral.

Decisão do TSE de admitir ação do Novo contra Lula não preocupa Planalto - destaque galeria
3 imagens
Lula na Avenida Paulista
O presidente Lula
O presidente Lula
1 de 3

O presidente Lula

Ricardo Stuckert
Lula na Avenida Paulista
2 de 3

Lula na Avenida Paulista

Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula
3 de 3

O presidente Lula

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Com base nessa avaliação, ministros de Lula dizem que não há preocupação com a possibilidade de a chapa vitoriosa nas eleições de 25 de outubro ser cassada, nem de Lula e Geraldo Alckmin serem declarados inelegíveis pelo TSE.

Na quinta-feira (5/11), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, aceitou a ação do Novo contra a chapa petista. Ele considerou que a ação reúne os requisitos legais para seguir em tramitação na Corte.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha

“A ação reúne condições para o seu regular processamento. Nos termos do art. 22 da LC nº 64/90, a AIJE destina-se à apuração do abuso do poder político e econômico e da utilização indevida dos meios de comunicação social em benefício de candidato ou de partido político”, escreveu.

Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Abuso de poder político

Como mostrou o Metrópoles, na coluna Manoela Alcântara, o Novo acusa o petista de utilizar medidas do governo federal para favorecer sua candidatura à reeleição.

Segundo a legenda, Lula editou 35 medidas provisórias e decretos entre 1º de janeiro e 16 de outubro deste ano, criando ou ampliando benefícios à população e adotando iniciativas de forte apelo popular.

O Novo sustenta que esse número equivale à soma das medidas semelhantes editadas nos três anos anteriores: 17 em 2023, quatro em 2024 e 14 em 2025.

Entre os exemplos apresentados está o reajuste do Bolsa Família, que, segundo o partido, alcança aproximadamente 19,29 milhões de famílias.