TSE admite ação do Novo que pede cassação da chapa Lula e Alckmin
Cueva deu cinco dias para Lula e Alckmin apresentarem defesa. Novo acusa o petista de usar medidas do governo para favorecer a reeleição

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu uma ação apresentada pelo partido Novo que pede a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), reeleitos em 2026, por suposto abuso de poder político.
A decisão foi assinada nesta quinta-feira (5/11) pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
O partido também pede que os dois sejam declarados inelegíveis por oito anos.
Ao analisar o caso, Cueva considerou que a ação reúne os requisitos legais para seguir em tramitação na Corte Eleitoral.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela Alcântara“A ação reúne condições para o seu regular processamento. Nos termos do art. 22 da LC nº 64/90, a AIJE destina-se à apuração do abuso do poder político e econômico e da utilização indevida dos meios de comunicação social em benefício de candidato ou de partido político”, escreveu.
Cueva prosseguiu: “A petição inicial descreve fatos determinados, com a identificação dos atos normativos impugnados, conteúdos e custos estimados atribuídos a cada um, delimitando o objeto da investigação e viabilizando o exercício da defesa”.
O ministro também destacou que a ação foi apresentada dentro do prazo legal, antes da diplomação de Lula e Alckmin.
Com isso, determinou a notificação dos investigados para que apresentem defesa sobre o caso em cinco dias.
O que diz o Novo
Na ação, o partido acusa o petista de utilizar medidas do governo federal para favorecer a candidatura à reeleição.
Segundo a legenda, Lula editou 35 medidas provisórias e decretos entre 1º de janeiro e 16 de outubro deste ano, criando ou ampliando benefícios à população e adotando iniciativas de forte apelo popular.
O Novo sustenta que esse número equivale à soma das medidas semelhantes editadas nos três anos anteriores: 17 em 2023, quatro em 2024 e 14 em 2025.
Entre os exemplos apresentados está o reajuste do Bolsa Família, que, segundo o partido, alcança aproximadamente 19,29 milhões de famílias.

