Citado para o STF, presidente do Cade almeja vaga em outra corte

Suposta articulação para alçar Alexandre Cordeiro ao STF no lugar de André Mendonça é atribuída a ministros do Palácio do Planalto

atualizado 11/10/2021 11:38

Alexandre Cordeiro_CadeEdilson Rodrigues/Agência Senado

Defendido por alguns ministros do governo como um possível nome para o Supremo Tribunal Federal (STF), o atual presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Alexandre Cordeiro, tem se articulado mesmo é para assumir uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo aliados de Cordeiro, ele almeja ser indicado como substituto do ministro Felix Fisher, que terá de se aposentar compulsoriamente em agosto do próximo ano, quando completará 75 anos de idade. A vaga de Fisher é destinada a membros da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Em agosto, a própria OAB alterou uma regra interna para permitir que o tempo de mandato como conselheiro do Cade, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e de agências reguladoras possa contar como período de exercício ininterrupto da advocacia.

Com a mudança de regra, o período nesses órgãos, incluindo o Cade, também será considerado para se atingir os dez anos necessários para as indicações da OAB ao STJ, por meio do terço constitucional. Cordeiro está no Cade desde 2015, no governo Dilma Rousseff. Antes disso, atuava como advogado.

Indicação

O atual presidente do conselho é considerado uma indicação política do atual ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. Na época em que Cordeiro chegou ao órgão, Ciro já era senador pelo Piauí e presidente nacional do Progressistas, um dos maiores partidos do chamado Centrão.

A suposta articulação para alçar Cordeiro ao STF no lugar de André Mendonça, nome já indicado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Supremo, é atribuída a Ciro e outros ministros que dão expediente no Palácio do Planalto. O presidente do Cade, porém, soltou nota dizendo não ser postulante à vaga.

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