Notícias, furos e bastidores de política e economia. Com Gustavo Zucchi

Assessor de Bolsonaro quebra silêncio após morte de Olavo de Carvalho

Alvo do STF, assessor para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, não postava nas redes sociais desde setembro de 2021

atualizado 25/01/2022 18:47

Igo Estrela/Metrópoles

A morte do escritor Olavo de Carvalho, considerado o guru do bolsonarismo, fez o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins, romper o silêncio autoimposto nas redes sociais.

Praticamente o único olavista remanescente no governo Jair Bolsonaro, Martins não postava no Twitter desde setembro de 2021, quando tuitou exaltando as manifestações bolsonaristas contra o STF em 7 de Setembro.

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Nesta terça-feira (25/1), após a notícia da morte de Olavo de Carvalho, Martins postou uma série de mensagens em homenagem ao guru bolsonarista. Na primeira, parafraseia a música “American Pie”, de Don McLean.

Martins ainda fez uma segunda postagem, em resposta aos críticos de Olavo de Carvalho que comemoram a morte na internet. Desta vez, no lugar do rock americano, apareceu uma frase do filósofo Aristóteles sobre Platão.

Silêncio e perda de influência

Como vem mostrando a coluna, o silêncio de Filipe Martins nas redes sociais coincidiu com o avanço de investigações do Supremo contra ele no chamado inquérito das “milícias digitais”.

O assessor olavista já depôs ao menos duas vezes no âmbito da investigação. A última delas, como a coluna revelou à época, ocorreu no dia 2 de dezembro do ano passado.

No último ano, Filipe Martins perdeu influência junto ao presidente, principalmente após a posse de Carlos França como chefe do Itamaraty, em abril de 2021. O olavista era ligado ao ex-chanceler Ernesto Araújo.

Desde que França assumiu, Filipe Martins tem sido vetado de viagens internacionais do presidente e sequer é consultado na elaboração de discursos em eventos diplomáticos.

O esvaziamento do assessor também se deu em meio à críticas do próprio Olavo de Carvalho ao Bolsonaro e ao governo. As críticas, porém, não impediram o presidente de lamentar a morte do escritor.

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