
Igor GadelhaColunas

A “escolha difícil” do STF no julgamento de Vorcaro
STF decidirá se mantém Daniel Vorcaro preso de olho no cenário menos desgastante para Corte, que tem 2 ministros envolvidos no Caso Master
atualizado
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A Segunda Turma do STF começa, nesta sexta-feira (12/3), o julgamento virtual em que decidirá se mantém Daniel Vorcaro preso na Penitenciária Federal de Brasília ou se solta o dono do Banco Master.
A decisão, segundo integrantes do Supremo, terá como farol a busca pelo cenário menos desgastante para a Corte, que viu dois de seus ministros — Dias Toffoli e Alexandre de Moraes — arrastados para o escândalo.
Nos bastidores, magistrados avaliam que o STF está diante de uma “escolha difícil“: deixar Vorcaro preso e correr o risco de ele delatar dois ministros da Corte “com o fígado” ou soltá-lo e tentar “controlá-lo” na delação.
Se mantiver o banqueiro preso, o Supremo preservará a imagem da Corte no curto prazo. No médio e longo prazos, contudo, estará contribuindo para Vorcaro fechar uma delação com a Polícia Federal (PF).
Caso o STF solte o banqueiro, a aposta é de que o tribunal comprará um desgaste ainda maior com a sociedade. Ao mesmo tempo, entretanto, ajudará a diminuir a pressão por uma colaboração premiada.
A avaliação de ministros é de que, solto, Vorcaro tenderia a não fechar uma delação. E, se decidir falar, fecharia a colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR), onde seria mais fácil “controlá-lo”.
O placar do julgamento de Vorcaro
Diante dessa análise, ministros do STF preveem apenas duas opções de placar para o julgamento: 4 a 0, com toda a Segunda Turma votando para manter Vorcaro preso, ou empate de 2 a 2, o que levaria à soltura do banqueiro.
A Segunda Turma é formada por cinco ministros: André Mendonça, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Kassio Nunes e Toffoli. Este último, porém, se declarou impedido, abrindo a possibilidade de empate e de soltura de Vorcaro.









