Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Guilherme Amado

Xadrez para emplacar ministeriáveis provoca atritos dentro do PSB

Movimentos independentes de lideranças que almejam ministérios e demandas da bancada por cargos aproximam o PSB de mais uma crise

03/12/2022 06:00
Compartilhar notícia
Gustavo Moreno/Metrópoles
Lula e Alckmin na convenção do PSB

O PSB se aproxima de mais uma crise. A pressão de lideranças por ministérios no governo Lula tem causado estranhamentos entre os quadros do partido.

Na quarta-feira à noite (30/11), o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, jantou com deputados do PSB que serão empossados em 2023. Alguns parlamentares disseram a Alckmin que o partido possui diversos quadros relevantes que não foram eleitos e que deveriam participar do governo.

Alckmin ouviu calado. Quando um dos presentes afirmou que os pedidos não deveriam ser endereçados a Alckmin, o vice-presidente eleito se virou para o correligionário e fez um sinal de joia.

Entre os ministeriáveis do partido estão o senador eleito Flávio Dino, o ex-governador Márcio França, o deputado Marcelo Freixo e o governador de Pernambuco, Paulo Câmara.

Dino é visto como uma escolha certa para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Petistas afirmam que a nomeação contemplará uma das posições destinadas ao PSB, mas os pessebistas alegam que a indicação fará parte da cota pessoal de Lula, até por Dino ser neófito no partido.

Integrantes do partido próximos a França têm dito que a única indicação do PSB seria o ex-governador, para chefiar Cidades. Por fazer parte do grupo da área na transição, França tem discursado sobre assuntos relacionados à futura pasta, e sua postura na disputa é considerada muito agressiva.

Outro nome na corrida por um ministério, Marcelo Freixo participa do grupo de transição do Turismo, e é visto como um dos cotados para a pasta.

Paulo Câmara também tem sido citado para comandar diferentes pastas, entre elas a Controladoria-Geral da União.