Guilherme Amado

Um ano após assassinato em favela no RJ, policiais seguem impunes

Advogado de Kathlen Romeu alega que MPRJ não precisa da finalização do inquérito para oferecer a denúncia

atualizado

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Aline Massuca/Metrópoles
Missa de 7ª dia da modelo e designer de interiores Kathlen Romeu que estava grávida de quatro meses e morreu vítima de bala perdida na comunidade do Lins, na Zona Norte do Rio de Janeiro
1 de 1 Missa de 7ª dia da modelo e designer de interiores Kathlen Romeu que estava grávida de quatro meses e morreu vítima de bala perdida na comunidade do Lins, na Zona Norte do Rio de Janeiro - Foto: Aline Massuca/Metrópoles

Um ano após a morte da jovem Kathlen Romeu, o Ministério Público do Rio de Janeiro ainda não denunciou os policiais envolvidos no homicídio. Mesmo com o laudo técnico da Polícia Civil que comprova que o tiro partiu de uma prática ilegal feita por PMs, o MPRJ espera, há um ano, a conclusão do inquérito para oferecer a denúncia.

Kathlen estava grávida e foi morta por policiais no dia 8 de junho de 2021, no Complexo do Lins, na zona norte do Rio. Os cinco agentes envolvidos na prática ilegal conhecida como troia, que é quando policiais se escondem dentro da comunidade para atacar criminosos, foram denunciados apenas por alteração da cena do crime e fraude processual, e respondem em liberdade.

Procurado pela coluna, o promotor do caso, Alexandre Murilo Graça, afirmou que não tem como oferecer a denúncia por homicídio sem a conclusão das investigações da Polícia Civil. Disse ainda que o delegado o informou que irá concluir o inquérito em breve.

O advogado da família, Rodrigo Mondego, contudo, alega que o laudo técnico que comprova de quais policiais partiram o tiro é o suficiente para o órgão denunciar os policiais Rodrigo Correia de Frias e Marcos da Silva Salviano, responsáveis pelo disparo.

A família de Kathlen teme que o MPRJ não ofereça a denúncia por homicídio. Em abril deste ano, Murilo Graça disse para a mãe da jovem, Jackeline Oliveira, “ficar tranquila”, pois, se ele arquivar o caso, “o advogado pode recorrer na promotoria”.

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