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PF aponta que dois terços da renda de Allan dos Santos vêm de doações

PGR também chamou a atenção para o volume elevado de doações feitas por indivíduos com o CPF oculto

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Allan dos Santos veste traje social
1 de 1 Allan dos Santos veste traje social - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Investigação da Polícia Federal contra o extremista bolsonarista Allan dos Santos apontou que dois terços da renda do militante provêm de doações feitas em seu nome ou para as plataformas do canal Terça Livre, blog mantido por ele para difundir mentiras e teorias conspiratórias.

Na manifestação em que defende a quebra dos sigilos telemático e financeiro do extremista, a Procuradoria-Geral da República destacou que, entre o período de 14 de abril de 2020 e 13 de maio de 2020, Allan dos Santos recebeu 1581 transações, sendo que 648 foram feitas por indivíduos com o CPF oculto.

Segundo a PGR, a quebra dos sigilos permitirá apurar se plataformas como o YouTube, o Apoia.se e a Gerencianet foram usadas “para disfarçar o caráter ilícito de transações financeiras efetuadas pelos investigados”.

Além das doações feitas por meio de plataformas, Allan dos Santos e Ítalo Lorenzon Neto, sócio do extremista no Terça Livre, recebiam doações diretas em suas contas bancárias.

O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou a derrubada dos sigilos e o bloqueio das contas bancárias de Allan dos Santos. O extremista teve a prisão preventiva autorizada por Moraes.

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