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Guilherme Amado

Novo vice-prefeito de São Paulo participou de atos golpistas

Coronel da PM de São Paulo foi indicação de Jair Bolsonaro; ele também é contrário a vacinas e a favor de impeachment de ministros do STF

28/10/2024 10:35, atualizado 28/10/2024 12:31
Novo vice-prefeito de São Paulo participou de atos golpistas
Coronel Ricardo Mello, presidente da Ceagesp

Eleito vice-prefeito de São Paulo no domingo (27/10), o coronel da Polícia Militar de São Paulo Ricardo Mello já foi a atos de teor golpista. Mello foi indicado por Jair Bolsonaro à chapa do prefeito reeleito Ricardo Nunes.

Em novembro de 2022, Mello foi a uma manifestação em frente ao Comando Militar do Sudeste, em São Paulo. O ato pró-intervenção militar rechaçava a derrota de Bolsonaro para Lula nas urnas, em linha com os bloqueios ilegais em rodovias federais feitos por bolsonaristas. Na ocasião, Mello presidia a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), empresa estatal federal.

“Ou ficar à pátria livre ou morrer pelo Brasil”, escreveu Mello nas redes sociais na ocasião. Durante a manifestação, perto do coronel, bolsonaristas seguravam uma faixa “intervenção federal”.

Brasília também teve um acampamento golpista naquela época, em frente ao Quartel-General do Exército. Foi de lá que saiu a maior parte do grupo que saqueou as sedes dos Três Poderes no 8 de Janeiro.

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Durante a gestão na Ceagesp, em 2021, Ricardo Mello forçou um funcionário a pedir demissão sob a ameaça de mandar prendê-lo, como informou a coluna.

O vice-prefeito eleito também foi contrário à vacinação contra a Covid, pediu impeachment de ministros do STF e defendeu que abordagens policiais devem seguir protocolos diferentes em bairros ricos e pobres.

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