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Guilherme Amado

Nova investida da defesa de Castro mira petista na Justiça Eleitoral

A defesa do governador do RJ passou a contar com a advogada Luciana Pires, que representou Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas

15/05/2024 09:00
Governo RJ
Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro - Metrópoles

A defesa do governador Cláudio Castro disse à Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro que Marcelo Freixo, então rival de Castro nas eleições de 2022, deveria ter denunciado o petista Ricardo Lodi junto com o governador na ação que corre no TRE do Rio. O argumento sustenta as alegações finais da defesa de Castro na ação em que ele é réu por suposto abuso de poder econômico e eleitoral.

Castro; seu vice, Thiago Pampolha; e mais dez aliados são alvos na Justiça Eleitoral pelo suposto uso da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e da Fundação Ceperj, ligada à universidade, para fins eleitorais.

Na última semana, a advogada Luciana Pires, que defendeu o senador Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas, passou a integrar a defesa de Castro, ao lado do advogado eleitoral Eduardo Damian.

A defesa do governador alega que a ação proposta por Freixo deveria ter incluído o petista Ricardo Lodi como alvo porque, em 2022, o advogado era reitor da Uerj. Segundo a defesa, Lodi teria participado do suposto esquema de cargos criados supostamente para fins eleitorais.

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“Se a tese autoral se sustenta em suposto desvio de finalidade no âmbito da Uerj, cujo egrégio reitor foi candidato a deputado federal pelo partido opositor, deveria o autor [Freixo] ter incluído o mesmo no pólo passivo da ação, visto que seria suposto autor da infração e, ainda, candidato a cargo eletivo”, disseram os advogados à Justiça Eleitoral.

As alegações finais sustentam que “apesar da narrativa de conluio”, o petista Ricardo Lodi não foi incluído como alvo da ação, o que demonstraria, para os advogados, “deficiência” na acusação. O documento pede, então, a extinção da ação.

Procurado, Lodi disse que não irá comentar a linha de defesa do governador porque não teve acesso à alegações finais.