Ministério Público Militar arquiva caso de Pazuello por ato político
Procurador-geral de Justiça Militar argumenta que general não estava no exercício da função e não causou prejuízo à Administração Militar

O Ministério Público Militar (MPM) arquivou, na última sexta-feira, as representações que pediam a punição de Eduardo Pazuello por participar de ato político ao lado de Jair Bolsonaro em maio.
Com isso, o MPM descarta a abertura de ação penal ou procedimento investigatório criminal ou de inquérito policial militar contra Pazuello.
Na decisão, o procurador-geral de Justiça Militar, Antônio Pereira Duarte, argumenta que o general não estava no exercício da função, “mas justamente na situação oposta, praticando ato alheio às incumbências atinentes ao posto que detém”.
Pereira também diz que a participação de Pazuello no ato não causou “dano à Administração Militar, de ordem patrimonial, como tampouco parece ter havido prejuízo de outra natureza”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDuarte afirma que, para esclarecer os fatos, pediu manifestação ao Exército – que já havia se negado, em 3 de junho, a punir o general, porque “não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar”.
A decisão é uma resposta a três representações apresentadas por deputados da oposição, incluindo Ivan Valente, Marcelo Freixo e Gleisi Hoffmann.





