Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Governador do Rio se cala de novo sobre chacina no estado

Cláudio Castro não deu um pio sobre a chacina do Morro do Salgueiro, tal qual com a do Jacarezinho, em maio, que foi a mais letal do Rio

atualizado 23/11/2021 8:23

Governador Cláudio Castro e os 28 prefeitos dos municípios que estão na concessão dos serviços de saneamento.Aline Massuca/ Metrópoles

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, se calou, mais uma vez, diante de mais uma chacina no estado. Neste domingo, 21 de novembro, a Polícia Militar fez uma operação no Morro do Salgueiro, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que resultou em pelo menos nove mortes.

Castro não deu um pio sobre a chacina do Morro do Salgueiro, tal qual com a do Jacarezinho, em maio, que foi a operação mais letal da história do Rio. Quando decidiu se posicionar sobre o assunto, 48 horas depois, o governador parabenizou a Polícia Civil e disse que a operação — que matou 28 pessoas — foi “bem-sucedida”.

A chacina do Morro do Salgueiro seguiu o mesmo padrão da ocorrida no Jacarezinho. Um policial militar foi baleado durante um patrulhamento na região, no sábado (20/11), e, desde domingo de manhã, a favela teve diversas operações em retaliação.

Ao todo, foram 32 horas de tiroteio intenso e ao menos onze mortos, que foram deixados pela polícia em uma região de mangue do morro. As famílias estão tendo que procurar seus familiares em meio à lama e ainda não se sabe se existem mais vítimas.

A Polícia Militar disse que os mortos eram traficantes, mas não explicou por qual motivo a operação foi feita. Ainda sob a decisão do STF que proíbe intervenções policiais em favelas no Rio de Janeiro durante o período da pandemia, a PM precisa de um motivo excepcional para fazer operações. Retaliação não é um motivo constitucional.

A coluna perguntou se o governador não iria se pronunciar sobre a tragédia e sua assessoria informou que o posicionamento do governo foi pela Polícia Militar.

 

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